Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

30
Mai16

José Cid e os transmontanos

vip-pt-20208-noticia-jose-cid-pede-desculpa-aos-tr

Uma entrevista conduzida por Nuno Markl a José Cid no Canal Q há seis anos está a causar enorme polémica nas redes sociais. Em causa estão algumas declarações disparatadas do músico sobre a região de Trás-os-Montes e dos seus habitantes.

 

José Cid entre outras coisas proferiu nessa entrevista: «muitas vezes digo na brincadeira que os transmontanos deviam fazer uma muralha da China em Trás-os-Montes para não deixarem passar alguma música que vem de lá, porque efetivamente é um prejuízo muito grande para a cultura portuguesa». Referindo-se diretamente às gentes locais, afirmou: «Vêm de excursões pessoas que nunca viram o mar, vêm ao Pavilhão Atlântico, pessoas assim medonhas e feias, desdentadas… E isto não é Portugal.». As palavras do músico já valeram inúmeros comentários enfurecidos na página de fãs de José Cid no Facebook, que entretanto foi desativada, e já existe inclusive uma petição que exige um pedido de desculpas por parte do músico ao povo transmontano e que conta já com 1115 assinaturas.

 

Os dislates proferidos pelo cantor provocaram risos ao apresentador Nuno Markl, cuja reação teve também como efeito a raiva e o insulto dos utilizadores do Facebook. O apresentador justificou-se e até ameaçou pôr um ponto final na sua página de Facebook. «É triste perceber que por causa de uma velha entrevista com o José Cid – em que me ri do que ele disse, porque é impossível uma pessoa não se rir com os delírios dele – sou o novo alvo a abater do Facebook, e por parte dos transmontanos, portugueses contra os quais nada tenho, só a favor (…)».

 

Entretanto na sequência de toda esta polémica instalada com a divulgação da entrevista, o concerto de José Cid agendado para 11 de junho em Alfândega da Fé foi cancelado.

 

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias foi o primeiro autarca a reagir publicamente às declarações de José Cid. «Como brigantino e transmontano», expressou «profundo desagrado, repúdio e desilusão pelas lamentáveis declarações». Sustenta, ainda, que «os Transmontanos sempre deram o seu melhor a favor do país, aliás como reza a História, onde grandes personalidades se destacaram em todas as áreas, desde a cultura, à música, à política, ao desporto, entre outras, situação que ainda hoje se mantém». 

 

Jose Cid já reconheceu o erro e emitiu um pedido de desculpas: «Lamento muito, de facto e, se errar é humano, eu errei convosco e muito! Estou muito triste comigo! Um imenso pedido de desculpas a todos os que se possam ter sentido ofendidos com as minhas palavras. Desculpem-me, se assim o puderem.»

 

Que José Cid é um «pateta alegre» já o sabíamos, agora o que causa mais admiração é a entrevista ter passado incólume 6 anos e agora ser alvo de tanta indignação. Das duas uma, ou há seis anos ninguém via o Canal Q ou não havia tanta gente com acesso às redes sociais.

 

Percebo também que os autarcas queiram defender os interesses da sua terra e dos seus munícipes, mas não se afigura muito correto entrar nestes fait-divers que daqui a um mês já ninguém se lembrará.

28
Mai16

Seis meses de «geringonça»

19542958_VkmyF.gif

Os primeiros seis meses do Governo liderado por António Costa ficam marcados pelas negociações permanentes com os partidos que apoiam o governo (PCP, BE e PEV), mas também com Bruxelas. Tal como tinha sido prometido pelo PS no programa de governo, nestes meses já foram revertidas algumas medidas de austeridade e foram anuladas algumas das bandeiras do Executivo anterior.

 

Desapareceu a sobretaxa de IRS, aumentou o salário mínimo nacional para 530€ durante o ano de 2016, com a promessa de chegar aos 600 € até 2019, foram repostos os feriados civis e religiosos, bem como os cortes salariais inconstitucionais aos funcionários públicos e baixou o IVA na restauração.

 

Estas medidas implicaram um aumento de despesa nos cofres de Estado, seja por via direta, seja por via indireta, por isso, o governo teve que adotar outras medidas, com impacto no consumo, e que atingem diretamente todos os consumidores: aumentou o ISP, o imposto sobre os combustíveis, o imposto sobre o tabaco e o imposto sobre veículos. 

 

Muitos se questionam se estas medidas são suficientes para colmatar todo o dinheiro que o Estado deixou de arrecadar com os impostos. Essa questão juntamente com a estabilidade e durabilidade da coligação são as grandes incógnitas políticas que se colocam, cujas respostas apenas serão conhecidas com o passar do tempo.

 

Certo é que o governo já conseguiu reverter a privatização da TAP, garantindo a manutenção de 51% da companhia, conseguiu parar os processos de privatização das empresas de transportes públicos de Lisboa e do Porto, empresas que acumulam prejuízos e que, à data, não têm ainda planos de restruturação e recuperação financeira.

 

Uma das principais medidas adotadas pelo novo governo foi a venda do BANIF. Foi o PS quem decidiu a venda, a custos muito baixos, e ainda com dinheiro a sair do bolso dos contribuintes, mas terá sido o PSD que «encanou a perna à rã» para justificar a saída limpa e conter o défice.

 

No que diz respeito às prestações sociais e familiares, o PS retirou o quociente familiar no cálculo do IRS e voltou a introduzir as deduções por descendente e ascendente, cujos valores foram atualizados. Para além disso, aumentou o abono de família para os escalões mais baixos, assim como subiu as pensões mais baixas e o valor de referência do Complemente Solidário para Idosos.

 

Para as empresas, o IRC mantém-se nos 21% e o PS quer encurtar o prazo que o Estado dá às empresas para reportarem prejuízos fiscais em anos posteriores de 12 anos para 5 anos apenas e alargou a tarifa social energética.

 

No que concerne à habitação, o novo governo determinou que «são proibidas todas as vendas de casas de morada de família em processo de execução fiscal, independentemente do valor da dívida fiscal ou da dívida à segurança social». Para além disso, limitou os aumentos dos impostos decorrentes da reavaliação do imóvel, não permitiu aumentos excessivos de rendas em lojas consideradas históricas pelas autarquias, nem em casas habitadas por cidadãos com mais de 65 anos, criando um regime de transição para as novas rendas de mais dez anos, que apenas terminará em 2017. Reintroduziu a cláusula de salvaguarda na atualização do IMI  e determinou o fim da isenção de IMI para os fundos imobiliários.

 

No caso da educação, foi conseguido a abolição de acesso à profissão de docente, declarada inconstitucional, o congelamento do valor máximo das propinas, a distribuição de manuais escolares gratuitos para o 1º ano de escolaridade no próximo ano letivo. O fim dos exames do 4.º ano e a extinção de contratos de associação onde houvesse capacidade instalada na escola pública não foram medidas pacíficas. A substituição dos exames não correu como esperado, e o processo foi alterado a meio pela introdução de provas de aferição voluntárias, a decidir por cada escola. Relativamente aos contratos de associação, a PGR vem dar razão ao Ministério de Tiago Brandão Rodrigues. Segundo o parecer, «os contratos assinados entre os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo e o Estado comportam a totalidade dos ciclos iniciados em 2015/2016, não permitindo a abertura de novas turmas de início de ciclo todos os anos». Desta forma o Ministério da Educação vê confirmada a interpretação contratual de não ser devido o financiamento de novas turmas de início de ciclo no próximo ano letivo em zonas onde exista resposta da rede de estabelecimentos públicos de ensino.

 

Na saúde, foram eliminadas as restrições no acesso à IVG, introduzidas pelo anterior governo, o fim das taxas moderadoras para os doentes crónicos e o alargamento de horário nos centros de saúde.

 

No sentido de agilizar a pesada máquina burocrática do Estado foi apresentado o programa «Simplex 2016». São 255 medidas para facilitar a vida aos portugueses e que traz mais transparência às relações entre os cidadãos e entre estes e o Estado. 

 

Em termos internacionais, esta coligação tem conseguido escapar, até à data, a cortes no rating que poderiam trazer instabilidade. Apesar dos leilões de dívida nem sempre terem tido valores muito baixos, a verdade é que a estabilidade tem existido, com alguns avisos da parte da troika, que continua a fazer visitas regulares ao nossos país e se mostra cética sobre a recuperação económica que António Costa se propõe fazer.

 

Uma das medidas mais controversas e que ainda não tem definido o impacto que terá nas contas públicas, foi a reposição das 35 horas semanais de trabalho para a função pública. Alguns sectores, como a saúde, já avaliaram em muitos milhares de euros o custo que esta medida terá em termos de pessoal, mas não é possível perceber o seu alcance orçamental até que seja aplicada. A entrada em vigor é que não está bem clara, uma vez que António Costa se compromete com o dia 1 de julho, já Mário Centeno, ministro das Finanças, afirmou que só o farão quando a medida tiver impacto orçamental neutro. Fala-se agora que a medida poderá não abranger todos os setores da administração pública, sendo que os que ficarem de fora poderão ser compensados com dias de férias ou banco de horas.

 

Os dados da execução orçamental mostram que o saldo primário (diferença entre as receitas e despesas do Estado  excluindo os juros) evidenciou uma melhoria, verificou-se até um excedente de 1118 milhões de euros, mais 261 M€ que no período homólogo de 2015.

 

Há, no entanto, um agravamento do défice face ao período homólogo de 2015: mais 56 milhões de euros. Contudo, o valor do défice representa 29,7% do previsto para o ano de 2016, que compara com os 31% de execução do défice em 2015 no mesmo período. Todavia, o agravamento do défice é  inferior aos 107 milhões de euros de agravamento registado em março e é essencialmente condicionado pela despesa com juros que cresce 318 milhões de euros.

 

No que concerne à despesa do Estado, parece efetivamente controlada, ainda que se tenha verificado um crescimento de apenas 0,7%, claramente abaixo da meta de 5,7% inscrita no Orçamento do Estado. As despesas com aquisição de bens e serviços caem 2,3% e a despesa com pessoal sobe 2,7% fruto da reposição dos salários dos trabalhadores do Estado.

 

Já Passos Coelho apresentou um conjunto de indicadores de desempenho do país nos últimos meses – execução orçamental, PIB e saldo externo – para acusar o executivo de seguir «um caminho arriscado para as contas públicas e credibilidade externa», e duvidou das previsões de crescimento, considerando que o objetivo para o ano está «comprometido», com consequências graves para a política orçamental, já que põe em causa a receita e o défice.

 

O balanco destes seis meses depende pois da perspetiva de cada um. Mas o facto é que a «geringonça», como a oposição lhe chama, tem conseguido manter-se em funcionamento. O acordo conseguido ontem ao estabelecer a paz social entre os operadores portuários e os estivadores é mais uma demonstração da regra: a direita critica, o governo age e resolve.

25
Mai16

Marcelo impõe prazo de validade a António Costa

val_costa.jpg

Marcelo não foge dos microfones: comenta a atualidade, responde a perguntas, dá notícias e diz o que deve e o que não deve. Na verdade o Presidente da República (PR) ainda não conseguiu despir a pele de comentador o que por vezes cria situações algo embaraçosas.

Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao seu lado de comentador político, com uma tirada manifestamente infeliz, para quem exerce a função presidencial quando referiu: «O Governo deve durar uma legislatura, mas em Portugal há uma tradição de as autárquicas terem uma leitura nacional. Já houve vários casos», recordando governos anteriores que não resistiram face a um mau resultado nas eleições autárquicas. «Depois das autárquicas, veremos o que é que se passa. Mas o ideal para Portugal, neste momento, é que o governo dure e tenha sucesso».

Ora, parece-me pouco ajuizado o PR pôr-se a comentar a durabilidade deste ou de outro governo e especular sobre o ciclo das autárquicas, não essa a função do PR. Todos sabemos que há claramente um ciclo político marcado pelas autárquicas, agora não faz o mínimo sentido Marcelo lembrar-nos isso e muito menos estar a colocar um prazo de validade ao atual governo: «Desiludam-se aqueles que pensam que o Presidente da Repúblicas vai dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas. Depois logo veremos».

Caso para dizer: Por que não se cala?

22
Mai16

TVI condenada a pagar 459 euros por notícia sobre Banif

ng6832802.jpg

A TVI foi condenada a pagar 459 euros por notícia sobre Banif. Em causa está uma notícia dada pela estação, no dia 13 de dezembro no jornal da noite, que anunciava que estava «tudo preparado para o fecho do banco» e que os depositantes iriam perder dinheiro «acima dos 100 mil euros».

No dia seguinte, as ações do Banif perderam mais de 40% e a estação de Queluz divulgou, na sua página de Internet, um esclarecimento a lamentar que a notícia «não tenha sido totalmente precisa e esclarecedora», podendo «ter induzido conclusões erradas e precipitadas sobre os destinos daquela instituição financeira».

O Banif adiantou que os sindicatos do setor bancário e clientes iriam juntar-se numa ação-crime que iria ser colocada contra a TVI.

A 20 de dezembro, foi anunciado que o Banif, um banco com 28 anos de existência, deixaria de existir tal como é conhecido, na sequência da resolução e venda ao Santander.

Na passada quarta-feira, o Diretor de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo, declarou na comissão de inquérito ao Banif que a notícia sobre o fecho do banco, divulgada uma semana antes da resolução do banco, foi obtida por jornalistas da redação com base em «fontes documentais».

Sérgio Figueiredo foi completamente trucidado no Parlamento. A sua falta de convicção deu uma impressão fortíssima de culpa que houve na destruição do Banif. Neste caso, o jornalismo da TVI esteve em muito mal. Este jornalismo desregulado, subjugado aos grandes grupos económicos e aos seus interesses vai contra os códigos éticos e deontológicos e envergonha toda a classe jornalística, colocando-os como cúmplices deste caso, tudo a troco de ter a melhor «cacha» para captar audiências. Mas um momento triste que vai ficar na história pelos piores motivos

A Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), por outro lado, não esteve melhor. Considerou que a TVI «não auscultou o Banif, nem, aparentemente outras entidades interessadas, em momento prévio à difusão das informações identificadas e que não divulgou as fontes de onde provinha a informação».

A entidade reguladora criticou ainda o facto de a notícia ter sido dada em rodapé, considerando «uma decisão editorial criticável à luz das mais elementares boas práticas jornalísticas».

De acordo com a entidade presidida por Carlos Magno, a estação de Queluz de Baixo terá violado o Estatuto do Jornalista e o Código Deontológico da profissão aquando da publicação da notícia sobre o encerramento (e subsequente resolução do Banif). «A matéria noticiosa era dotada de relevante interesse público e jornalístico e, passível, além disso, de provocar considerável impacto na vida de muitas pessoas e nos destinos da própria sociedade portuguesa, pelo que, também por esse motivo, se justificavam cuidados redobrados na confirmação da veracidade da informação obtida e sua subsequente divulgação»

Por tudo isto a TVI é assim condenada ao pagamento da taxa por encargos administrativos no montante de 4,5 unidades de conta, ou seja, 459 euros. O canal tem 10 dias para contestar a decisão, donde se conclui, portanto que o crime compensou, uma vez que esta importância são peanuts para qualquer estação de televisão!

É simplesmente ridículo esta coima aplicada pela ERC. São estas as atitudes que envergonham um país e criam o descrédito nas instituições públicas. Lamentável!

20
Mai16

Eu fui...

ng6822454.jpgO Rock in Rio Lisboa começou ontem. O cartaz de ontem prometia um grande espetáculo com Bruce Springsteen como cabeça-de-cartaz e o Parque da Bela Vista encheu-se de fãs que não quiseram perder este magnífico espetáculo.

Antes do Boss, atuaram os Xutos & Pontapés, com uma boa atuação em que revisitaram alguns dos clássicos a mostrar que estão ainda em boa forma.

Springsteen, o nome sonante desta edição, chegou às 23h45 e conquistou de imediato as cerca de 67 mil pessoas que se deslocaram ao parque da Bela Vista e que o acompanharam em quase três horas de concerto.

Aos 66 anos, o artista mostrou que está melhor que nunca e energia não lhe falta. De guitarra ao ombro, cantou, dançou, saltou e desceu várias vezes até meio da plateia para e cantar com os fãs.

Os milhares de fãs que se deslocaram ao festival não saíram desiludidos. Os maiores êxitos ficaram reservados para o final. O ritmo aumentou quando soaram os primeiros acordes de Born in the USA e, a partir desse momento não baixou mais. Seguiu-se Born to Run e Glory Days, antes de partirem para uma atuação em perfeita harmonia com o público com Twist & Shout e This hard land, que fechou o concerto. A faltar ficou apenas a icónica Streets of Filadelfia. De resto, Bruce Springsteen cantou todas as músicas mais conhecidas e foi fantástico, tendo proporcionado um concerto memorável.

Apesar do espetáculo acabar já depois da 2h30 e hoje ser dia de trabalho, valeu bem o esforço.

19
Mai16

Programa Simplex 2016

2016-01-18-Simplex.jpg

O Programa Simplex 2016 foi hoje lançado e conta com 255 medidas, a executar até Maio de 2017, numa cerimónia onde marcou presença o vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmersmans e o primeiro-ministro, António Costa. Há medidas totalmente inovadoras, bem como o aprofundamento de medidas que já estando implementadas foram aprofundadas.

Ficam aqui algumas das medidas do novo Simplex 2016.

NASCER CIDADÃO COM MÉDICO DE FAMÍLIA

Será possível pedir o Cartão de Cidadão e ter médico de família logo no momento de nascimento, num só balcão, em todas as unidades hospitalares, onde exista balcão Nascer Cidadão.

Esta medida articula-se com outras três iniciativas:

  • Notícia de nascimento digital;
  • Boletim de saúde infantil e juvenil online;
  • Boletim de vacinas eletrónico.

A estas medidas principais junta-se ainda a criação de um pacote informativo, entregue nos balcões «Nascer Cidadão», com esclarecimentos importantes sobre vacinação, segurança social, direitos laborais, licenças parentais, declaração de rendimentos, entre outros.

DOCUMENTOS SEMPRE À MÃO

Vai poder enviar, receber, armazenar e gerir os seus documentos online, simplificando a sua relação com a Administração Pública. Assim, poderá saber onde guardou os seus documentos, uma vez que estarão sempre disponíveis, seguros e num só lugar.

ESCOLA 360º

 Poderá tratar de toda a vida escolar dos seus filhos num só local online:

  • Matrículas, renovações e transferências;
  • Informação biográfica;Turmas;
  • Assiduidade;
  • Avaliação;
  • Certificados;
  • Notificações (faltas, avaliações, sumários, calendários).

 IRS AUTOMÁTICO

 Em breve, não irá precisar de entregar a sua declaração de IRS, se for trabalhador dependente (categoria A),  aposentado ou reformado (categoria H). A informação necessária é enviada diretamente à Autoridade Tributária, sem prejuízo do direito de reclamar.

TÍTULO ÚNICO AMBIENTAL

Vai poder entregar todos os elementos de uma só vez, online: um só processo, um só título, uma só taxa. Todos os 11 regimes jurídicos e respetivos procedimentos são integrados, georreferenciando as atividades económicas numa única base de dados compatível com a informação cartográfica oficial.

CARTA SOBRE RODAS

Será possível tratar da emissão e revalidação da Carta de Condução (categorias A e B) só com o Cartão de Cidadão, sem sair de casa, porque:

  • O Atestado Médico será enviado diretamente pelo médico ao IMT;
  • A morada já não consta do título;
  • A fotografia e a assinatura são imediatamente transmitidas;
  • No final, recebe um SMS ou email a avisar que a Carta vai chegar à morada que escolheu.

 VOTO EM MOBILIDADE

 Poderá votar antecipadamente e em qualquer lugar de uma forma mais rápida e simples.

 PAGAMENTO DE IMPOSTOS DIRETO

Os contribuintes vão poder pagar os seus impostos através de débito direto. Esta medida será ainda apoiada por uma aplicação para smartphone que permite receber avisos sobre as datas de pagamento.

DOCUMENTOS SEMPRE VÁLIDOS

Seja por SMS ou via e-mail, será possível enviar alertas sobre o final da validade de documentos como:

  • Cartão de Cidadão;
  • Carta de Condução;
  • Passaporte;
  • Certidões permanentes.

REGISTO CRIMINAL ONLINE

Será possível pedir certificados de registo criminal através de uma plataforma online, permitindo que entidades públicas e privadas tenham acesso a essa informação durante um período de tempo.

ESPAÇO CIDADÃO - PARIS

Será criado um Espaço do Cidadão no Consulado Geral de Portugal em Paris, nomeadamente com os seguintes serviços:

  • Pedido europeu de Seguro de Doença;
  • Acesso à Segurança Social Direta;
  • Possibilidade de obter documentos de pagamento de impostos.

ESPAÇO ÓBITO

Estarão reunidos, num só lugar, vários serviços necessários após o falecimento de um familiar. Estes serão transversais a entidades públicas e privadas.

AQUICULTURA MAIS SIMPLES

Serão simplificados e reduzidos os prazos legais de licenciamento dos estabelecimentos de aquicultura, reduzindo os custos e potenciando os benefícios dos operadores.

DECLARAÇÃO DE REMUNERAÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL INTERATIVA

As empresas poderão, através do portal da Segurança Social, aceder e atualizar as informações relativas à Declaração de Remunerações dos seus trabalhadores.

  • Nesta plataforma online será possível:
  • Consultar as qualificações dos trabalhadores;
  • Validar Declarações de Remunerações;
  • Comunicar com a Segurança Social;
  • Aceder a datas importantes para contribuintes e beneficiários;
  • Nomear e identificar representantes.

LICENCIAMENTOS TURÍSTICOS MAIS SIMPLES

Será simplificado o licenciamento dos empreendimentos turísticos, incluindo os localizados fora dos perímetros urbanos, de forma a reduzir prazos, procedimentos e documentos, permitindo-se uma mais rápida abertura dos estabelecimentos logo após conclusão da obra.

BALCÃO CIDADÃO MÓVEL

Nas Beiras e Serra da Estrela, estarão disponíveis 15 unidades móveis de serviços públicos que incluem a prestação de cuidados de saúde aos cidadãos desta região.

(fonte TSF)

18
Mai16

Dia Internacional dos Museus

9684754d223b3935c4f1a59ecbb59a0e.jpg

O Dia Internacional dos Museus, criado pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se anualmente a 18 de maio, através da organização de diversas atividades. 79 Museus, Monumentos e Palácios de cerca de 44 concelhos de todo o país, participam este ano com centenas atividades muito diversificadas, proporcionando experiências atrativas e fora da oferta habitual por permitir ao público vivenciar os espaços numa perspetiva diferente, participando em atividades propositadamente organizadas para esse ambiente e horários específicos.

No dia 18 de maio os Museus, Palácios e Monumentos da DGPC têm entrada livre.

No dia 21 de maio decorre a Noite Europeia dos Museus, que este ano,  a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) promove em parceria com a Volkswagen Veículos Comerciais. Haverá dois percursos para poder transportar os visitantes entre aos 11 museus que nesse dia ficarão abertos até mais tarde.

A partir das 18.00 e até às 23.00, uma frota de Volkswagen Transporter estará, gratuitamente, à disposição de todos quantos aderirem à iniciativa «Noite Europeia dos Museus», com partida do Marquês de Pombal. A cada 15 minutos sai um autocarro, seguindo depois caminhos distintos, embora as duas primeiras paragens sejam iguais - Museu do Chiado e Museu Nacional de Arte Antiga. Para mais informações consultar aqui.

16
Mai16

Inacreditável!

2016-05-16-globosouro_026PJM.jpg

Ontem teve lugar a gala dos Globos de Ouro na SIC que pretendeu homenagear várias individualidades que se ditinguiram em várias áreas no ano de 2015, como acontece todos os anos.

A atriz Inês Castel-Branco foi escolhida para entregar o Globo de Ouro para Melhor Grupo de Música – D.A.M.A – e  cometeu o crime de não sorrir enquanto lia o teleponto.

Em consequência, a atriz teve de suportar uma horda de criaturas que provavelmente não conhece de lado nenhum, que acompanharam a cerimónia transmitida pela SIC e que não gostaram do seu semblante sério e resolveram insultá-la e atacá-la na sua página de Facebook.

Acho que as pessoas que o fizeram das duas uma: ou têm muito tempo livre, ou têm pouco em que pensar. Só isso explica o facto de se sentirem incomodadas porque uma atriz não sorriu no momento da entrega do Globo de Ouro.

Assim de repente, não estou a ver nada mais grave neste País do que a ausência de um sorriso por parte de Inês Castel-Branco nos Globos de Ouro.

Pág. 1/2