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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

27
Jul17

Ensaio sobre a cegueira

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Quarta derrota do Sporting na pré-epoca. Dir-me-ão: são jogos de preparação. Ok, mas não deixa de ser preocupante sofrer tantos golos.Não sei de quem foi a ideia de vender os nossos dois centrais e ir buscar outros que a meu ver não são melhores.

 

Continuamos a  apostar na formação, formar bons jogadores para  depois os despacharmos para outros clubes por tuta e meia. Rubén Semedo, Cédric e Francisco Geraldes são exemplo disso.

 

Este Sporting ainda não me convenceu. Nem a equipa nem o treinador. Vai ser mais uma época perdida?. Ler aqui o artigo de Nicolau Santos.

 

Mais cego é aquele que não quer ver. Abram os olhos enquanto é tempo.

26
Jul17

Oportunismo mórbido

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É vergonhoso o aproveitamento político que os partidos da Direita e alguma comunicação social estão a fazer com as vítimas do incêndio de Pedrogão.

 

A grande preocupação incide agora sobre a contabilidade dos mortos. Sobre a divulgação das listas com os nomes. É aberrante e doentia a obsessão com a devassa até das mortes. Parece que vale tudo. Nada nem ninguém merece respeito. Nem a memória dos mortos nem a as suas famílias.

 

Mas porventura existirá alguém interessado em esconder mortos? Por que o fariam e com que intenção? Será credível que as autoridades governamentais, depois de reconhecerem com base nas informações recolhidas e que lhe foram transmitidas, um número tão extraordinário como 64 vítimas, teriam interesse em esconder mais mortes, se comprovadas?

 

Interessante foi também o ultimato feito pelo PSD ao governo, através de Hugo Soares,  para a divulgação da lista de pessoas que  faleceram no incêndio de Pedrógão Grande com a ameaça de um pedido de urgência de uma reunião de líderes na AR.

 

Que dizer em relação a mais esta trapalhada de um partido (e do seu novo líder parlamentar), que deveria ter sentido de Estado e demonstrar que como maior partido da oposição é responsável.

 

Mas mais uma vez se veio a verificar o oportunismo político deste PSD que até das vítimas do infausto acontecimento se serviu, para tentar tirar dividendos políticos.

 

Só a silly season e a aproximação do período eleitoral justificam este desvario. Bem sei que o Diabo não dá sinais, mas socorrerem-se do inferno dos fogos também não parece uma boa estratégia.

24
Jul17

Os livros de Enid Blyton

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Comemora-se neste mês 75 anos da primeira aventura de “Os Cinco” contada por Enid Blyton, provavelmente a escritora mais popular em todo o mundo.

 

O primeiro livro, datado de 1942, foi Os cinco na Ilha do Tesouro, depois mais 20 se seguiram desta coleção. Sucessivas gerações de leitores foram influenciadas por este grupo de duas rapazes, duas raparigas e um cão, cujas histórias, depois de muitas adversidades, acabavam sempre bem.

 

A Biblioteca Nacional, em Lisboa, em jeito de comemoração, inaugura, hoje, uma mostra bibliográfica que celebra simultaneamente o 75.º aniversário das primeiras aventuras da série “Os Cinco” e os 120 anos do nascimento de Enid Blyton (1897-1968).

 

O meu primeiro contacto com a literatura aconteceu graças a Enid Blyton. Antes dos “Os Cinco” e “Os Sete” eu desconhecia o prazer de ler, porque quem lê um livro desta autora e gosta não pode parar de ler a coleção inteira. Li depois "As Gémeas" e a coleção "Mistério".

 

Os livros de Enid Blyton estimulavam a nossa imaginação e transportavam-nos para um mundo de fantasia e de faz de conta. Recordo bem a avidez com que devorava “Os Cinco” e “Os Sete” e ainda me lembro da descrição daqueles deliciosos lanches que o grupo levava para as suas aventuras, onde não faltava a limonada e o bolo de frutas e lembro-me do suspense que aquelas narrativas produziam em mim, na ânsia de ver os heróis salvos e os vilões castigados.

 

Sem dúvida que Enid Blyton marcou a minha infância e, mais importante ainda, foi a responsável pelo meu gosto pela leitura.

 

Os livros de Enid Blyton sobrevivem até hoje. Adaptados aos novos tempos, continuam a animar várias gerações, atravessando fronteiras linguísticas, geográficas e culturais.

 

Os anos passam, mas a fórmula de Enid Blyton, essa, mantém-se inalterável, como uma marca firme que perdurará para sempre.

22
Jul17

Henrique Neto sai do PS

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Leio que Henrique Neto, 81 anos, abandonou definitivamente o PS. Sinceramente pensei que o antigo candidato a Belém já se tinha desvinculado há mais tempo.

 

É que pelo menos de há 20 anos a esta parte não me lembro de nenhuma iniciativa ligada ao PS que Neto tenha apoiado. Sempre foi um dos socialistas mais críticos dentro do próprio partido.

 

O fundador da Ibermoldes, que entrou para o PS em 1993, pela mão de Jorge Sampaio, foi protagonista de algumas polémicas ao longo da sua carreira política, senão vejamos:

 

Henrique Neto opôs-se à atuação de António Guterres enquanto Primeiro-Ministro. Em 2001 chegou mesmo a apresentar uma moção com o título Portugal Primeiro, que acabou por não ser debatida em congresso por decisão do próprio António Guterres. O antigo candidato a Presidente da República definiu a liderança Guterres como sendo uma «liderança sem ideias, convicções ou respostas adequadas».

 

Também foi crítico em relação à liderança de Ferro Rodrigues e por duas vezes tentou interferir na liderança do atual presidente da Assembleia da República, quando este era líder parlamentar. Em 2003 pediu a demissão de Ferro Rodrigues acusando-o de se ter envolvido demais no escândalo Casa Pia. Começou nessa altura a dizer que o PS precisava «de uma limpeza» – frase que repetiu inúmeras vezes, em várias ocasiões.

 

As críticas a José Sócrates também não foram menores. O ex-deputado socialista afirmou que sempre tinha achado «que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira». Mas não se ficou por aí: «não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis. Mas ele é Primeiro-Ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos», declarou na altura em que Sócrates era primeiro-ministro. Aquando da prisão de José Sócrates, o histórico socialista não deixou de comentar a situação assegurando que «há anos que esperava que isso acontecesse. Os indícios eram mais que muitos».

 

Mas Henrique Neto também não foi propriamente um «menino de coro», dado que também se viu envolvido em algumas polémicas. Em 2007, no âmbito da Operação Furacão, que envolvia dezenas de figuras que teriam lesado o Estado em mais de 30 milhões de euros através de transferências bancárias para contas em paraísos fiscais, Henrique Neto foi constituído arguido mas não chegou a ser acusado, apesar de ter admitido receber «alguns montantes monetários, tendo-os utilizado, pelo menos em parte, em benefício próprio». Contudo, o empresário não chegou a ser acusado de fraude fiscal qualificada por entretanto ter regularizado a situação. Este processo tinha como juiz de instrução o juiz Carlos Alexandre.

 

De António Costa diz que «é um bom executante da política à portuguesa e um erro de 'casting' como estadista e primeiro-ministro» e responsabiliza-o pela morte de 64 pessoas inocentes em Pedrogão Grande. Na mesma linha, acusa também António Costa de falta de liderança, ao aceitar a opção pelo combate ao fogo, em detrimento da defesa dos cidadãos.

 

Por tudo isto, haveria alguém que pensasse que Henrique Neto estivesse ainda ligado ao PS? A sua saída do PS só peca por tardia. Há muito tempo que Henrique Neto não só não acreditava, como não se revia no PS, por isso se calhar devia ter abandonado o partido mais cedo ou porventura nunca ter aderido ao PS.

19
Jul17

Por que não se acaba com o SIRESP?

 

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Um mês depois da tragédia de Pedrogão Grande, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) usado pela polícia, pelos bombeiros e por outras autoridades nacionais voltou a mostrar fragilidades em Alijó, tendo sido notícia nos últimos anos pelas falhas graves e gastos dispendiosos com a sua manutenção.

 

Quando falamos do SIRESP estamos a falar de uma operadora da Rede Nacional de Emergência e Segurança resultante da parceria público-privada promovida pelo Ministério da Administração Interna que tem como missão a conceção, fornecimento, montagem, construção, gestão e manutenção do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

 

O maior acionista do SIRESP, com 33%, é a Galilei, outrora Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Os outros acionistas são a PT Ventures (detida pela Altice), a Motorola, a Esegur (sociedade da CGD e do Novo Banco, então BES) e a Datacomp, uma tecnológica também pertencente à estrutura SLN/Galilei.

 

Desde a assinatura do acordo, no início de 2006, e até ao final de 2014, este sistema de comunicação nacional custou aos cofres do Estado 270 milhões de euros (IVA excluído).

 

A instalação do sistema começou por ser um projeto pensado e proposto por um Grupo de Trabalho constituído durante o governo de António Guterres.  A seguir, o governo do Santana Lopes adjudicou o contrato, já em gestão (o projeto viria a ser aprovado pelo ex-gestor da Plêiade, ligado à SLN e ao BPN, e ex-ministro do Governo PSD-CDS, Daniel Sanches, três dias depois da derrota destes dois partidos nas legislativas de 2005). Por fim, António Costa, então ministro da Administração Interna de José Sócrates, chegou a manifestar a intenção de rever as negociações iniciadas pelos executivos anteriores, decretando que fosse anulada a adjudicação do contrato, tendo por base um parecer da Procuradoria-geral da República. Mas acabou por fechar o contrato por 485,5 milhões de euros em maio de 2016 (52,5 milhões abaixo do valor adjudicado em fevereiro desse ano pelo ministro social-democrata Daniel Sanches).

 

Em 2006, o Tribunal de Contas concluiu que foram «claramente violadas as normas» do contrato de adjudicação do SIRESP. Uma violação «suscetível de se repercutir negativamente no resultado financeiro do contrato» e que fundamentava uma eventual recusa de visto. Porém, os juízes do Tribunal de Contas optararam por visar o contrato com recomendações, salientando as várias fragilidades do negócio.

 

Nesse ano, o Ministério Público chegou a abrir um inquérito à adjudicação feita por Daniel Sanches, mas dois anos depois foi arquivada. Entretanto, a SLN transformou-se em Galilei e prossegue a atividade empresarial. Um dos ativos do Grupo Galilei é a Datacomp, empresa de tecnologias de informação que detém uma participação de 9,55% na estrutura acionista do SIRESP. Com a privatização da Portugal Telecom, o Governo de então entregava a uma empresa privada a sua rede de comunicações, com todos os riscos que tal medida acarreta.

 

Após a tragédia de Pedrogão que vitimou 64 pessoas verificou-se um ‘passa-culpas’ entre entidades e governos, o que só contribuiu para agravar as desconfianças do SIRESP e aumentar o receio das populações perante os incêndios.O SIRESP continua a ser arma de arremesso entre o Governo e oposição.

 

Perante isto, é caso para perguntar, porque não se caba com o SIRESP? Um sistema que nunca cumpriu a função para a qual foi criado e que a a dimensão da tragédia de Pedrógão só cveio contribuir para por a descoberto as debilidades de um sistema de comunicação, que custou milhões aos cofres do Estado, mas que nunca se mostrou eficaz. Um processo de adjudicação intrincado que mostrou falhas graves logo na sua génese.

 

E como diz o povo: o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

16
Jul17

Gentil Martins ataca homossexuais e barrigas de aluguer

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O Dr. Gentil Martins deu uma entrevista ao Expresso em que aborda o tema da homossexualidade e as barrigas de aluguer, comparando os homossexuais aos «sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam». «Sou completamente contra os homossexuais, lamento imenso», disse.

 

O cidadão Gentil Martins tem todo o direito a estar contra as barrigas de aluguer e achar que todas as crianças têm o direito a ter mãe, assim como tem o direito de não gostar de homossexuais, mas perde toda a razão quando passa ao insulto, atacando a moral de Cristiano Ronaldo, chamando-lhe «estupor moral» e ao por em causa a educação que a sua mãe lhe proporcionou.

 

O médico Gentil Martins não pode afirmar que a homossexualidade é uma «anomalia», «um desvio de personalidade», comparando-a aos sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

 

Porque uma coisa é o direito à liberdade de expressão a que Gentil Martins tem como cidadão, outra bem diferente é o dever que o cirurgião tem enquanto médico, de ter um «comportamento público adequado à dignidade que a sua profissão exige», como referiu o bastonário da Ordem dos Médicos.

 

Duas médicas já comunicaram que vão fazer queixa na Ordem dos Médicos o que implica que as declarações de Gentil Martins sobre a homossexualidade tenham que ser analisadas pelos órgão competentes.

 

Atualmente com 87 anos, o cirurgião ficou famoso pela separação de gémeos siameses e foi bastonário da Ordem dos Médicos, continuando ainda no ativo, a dar consultas e a efetuar cirurgias.

 

Mas não é pela sua provecta idade ou por ter salvado muitas vidas que o médico ganha supremacia moral sobre os outros ou pode-lhe ser permitido proferir declarações homofóbicas que visem atingir outros cidadãos.

14
Jul17

Assim vai o país....

 

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Afinal não são só os clubes desportivos que  recorrem a poderes do oculto. A avaliar pelas capas das revistas cor-de-rosa, damo-nos conta que destacadas figuras mediáticas - presenças habituais neste tipo de imprensa -  estão a atravessar uma crise profunda de crenças religiosas, tendo aparentemente também optado por estas realidades paralelas.

13
Jul17

«A crise é de António Costa ou de Passos Coelho?»

 

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«O Governo de António Costa teve o seu momento mais difícil nas últimas semanas com a tragédia de Pedrógão Grande, uma história caricata de roubo de material militar que podia ser contada por Raul Solnado e saída, depois de um ano desse tema esquecido, de três secretários de Estado por terem viajado a convite da Galp.

 

Nos dois primeiros temas, há ainda muito por explicar. Algo que comissões independentes, não saídas do Parlamento, deviam contribuir para clarificar. Quanto às demissões, e não pondo em causa a importância e méritos dos que saem, é uma questão moral e não criminal.

 

Se durante um ano o Governo teve inúmeras vitórias e resultados positivos numa conjugação astral que tudo empurrava para o bem, nestas últimas semanas parecia que era o Diabo, para o qual preconizava Passos Coelho a sua entrada em cena, que estava em acção. Mas o PSD ganhou alguma coisa com isso? Não.

 

António Costa em São Bento comandou sempre a agenda política, tornando penosa a vida dos sociais-democratas na oposição. Estes, assentaram arraiais em termos de oposição nas questões de finanças. Utilizando para o combate o próprio líder e Maria Luís Albuquerque que, juntamente com Vitor Gaspar, foram os principais rostos da austeridade e de uma enorme pressão fiscal imposta aos portugueses.

 

Isso revelou-se um erro. Delfim Netto, ex-ministro brasileiro, dizia que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. E o que é certo e sem sofismas é que os portugueses têm a percepção que hoje estão menos amarrados a uma austeridade sem sentido e levam uma vida ligeiramente melhor. Essa é a maior bandeira de António Costa e Passos Coelho não pode combater esta percepção, e a percepção é muito mais importante que a realidade na acção política.

 

O que se passou nestes últimos dias fez-me lembrar um filme de Billy Wilder, “Ace in the Hole” (também conhecido por “Big Carnival”). Ali, Kirk Douglas é um jornalista à deriva, que tem a oportunidade da sua carreira quando um homem cai numa gruta. E em vez de apressar o seu salvamento concebe um plano de adiar o seu resgate para que as primeiras páginas dos jornais lhe dêem a fama que perseguia. Este mau momento do Governo foi a tábua de salvação de uma oposição que não sobe nas sondagens e da qual os portugueses estão cansados.

 

Sim, de repente a imprensa esqueceu-se que Rui Rio anda em périplo pelo País a arregimentar tropas, nas autárquicas as duas maiores cidades são um desastre anunciado e no interior do PSD foram visíveis o espanto e a crítica contra o novo líder parlamentar já escolhido. Se há fragilidade momentânea do Governo, há um estado comatoso do maior partido da oposição que está sem garra e sem causas. Parece triste, abúlico, na ânsia por renovação mas com medo de desafiar o líder.

 

No debate do Estado da Nação, Luís Montenegro atacou, dizendo que «o Estado está a colapsar». Mas se assim é, porque o PSD não cai no coração dos portugueses? É isso que na São Caetano não percebem. Porque não há antídoto visível contra os bons resultados económicos. António Costa está para durar, aprendam a lidar com ele.».

 

Texto de Rui Calafate, ECO

12
Jul17

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Hoje,quando discursava no Parlamento, aquando do debate da Nação, Passos Coelho usou várias passagens de uma publicação que o seu ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro havia postado, ontem, no Facebook, sem nunca citar o seu autor.

 

Bem sei que Passos estava autorizado por Poiares Maduro a fazê-lo, porém, dado que o conteúdo do post foi publicado no facebook na véspera, ficava bem ao líder do PSD revelar a fonte. Seria certamente mais elegante.

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