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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

31.08.17

Foi há 20 anos

 

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Há vinte anos o mundo despertava, em choque, com a  trágica notícia da morte da Diana de Gales.

 

Lady Di, como era conhecida, de 36 anos, perdeu a vida a 31 de agosto de 1997 num acidente de automóvel onde seguia juntamente com o namorado, Dodi al-Fayed, quando a limusine que os transportava colidiu num túnel de Paris, quando tentava escapar dos fotógrafos que os perseguiam de moto. 20 anos após o acidente continuam a surgir teorias especulativas sobre da sua morte. Acidente ou atentado?

 

Morria aquela que carinhosamente foi conhecida como Princesa do Povo e que durante anos alimentou capas de revistas, jornais, livros e programas de todo o tipo. Foi seguramente a figura do século XX com maior destaque nas chamadas revistas cor de rosa.

 

A vida de Lady Di foi um conto de fadas que culminou numa enorme tragédia. Ícone de moda e dotada de uma beleza e de um charme muito peculiares, Diana cativou o mundo pelo seu envolvimento em ações de caridade, de solidariedade e causas humanitárias, em especial pelo grande envolvimento que demonstrou no combate ao HIV/SIDA e na Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres.

 

A imagem da então mulher mais famosa do mundo caminhando por um campo de minas terrestres em Angola diante de uma centena de jornalistas ficará para sempre gravado na nossa memória.

 

A atitude da princesa de Gales mudaria para sempre a maneira como o mundo lidava com esta questão, chamando a atenção para a gravidade do problema e conseguindo o comprometimento de mais de 160 governos para a retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra.

31.08.17

O grau zero do jornalismo

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Nos últimos dias fomos confrontados com a notícia do desaparecimento fotojornalista, Pedro Palma e com o desfecho fatídico que já se previa, tendo o corpo sido encontrado na bagageira do seu automóvel, em Sintra.

 

Pois bem, o Correio da Manhã, o diário com maior tiragem em Portugal, para além de noticiar todos estes factos, entendeu, vá-se lá saber porque, fazer alguma publicidade ao modelo do carro e ao seu suplemento sobre automóveis, Aquela Máquina.

 

Sim, na mesma notícia onde se fala da morte do fotojornalista e das reações da família, especificam-se detalhes do modelo da viatura.

 

Nunca tinha visto nada assim. Chegamos, definitivamente, ao grau zero do jornalismo. É surreal!

29.08.17

Greve na Autoeuropa

 

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Os trabalhadores da Autoeuropa vão estar 24 horas em greve, tendo a paralisação início, hoje, às 23h30.

 

Se a adesão à greve dos trabalhadores da Autoeuropa for considerável a fábrica da Volkswagen poderá ter um prejuízo de cinco milhões de euros na produção, a média de faturação diária em 2015, segundo avança o Diário de Notícias.

 

Na base desta divergência entre administração e trabalhadores está a recusa do trabalho obrigatório aos sábados, durante dois anos, que a administração diz serem necessários para produzir o novo SUV da fábrica de Palmela.

 

A Autoeuropa quer que a fábrica passe a laborar em 18 turnos, seis dias por semana, a partir de fevereiro e que os trabalhadores passem a trabalhar entre segunda-feira e sábado, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa a meio da semana. Os sindicatos afirmam  que este novo modelo de trabalho é prejudicial para a saúde.

 

Em troca, a administração elaborou um pré-acordo que previa um aumento mínimo do salário de 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias. Cerca de 74,8% dos trabalhadores recusaram a proposta.

 

Os trabalhadores da Autoeuropa estão claramente a ser manipulados pelo sindicado afeto à CGTP que, supostamente, deveria defender os interesses dos seus trabalhadores, mas que está mais preocupado em fazer demonstrações de força para garantir ou conquistar espaço numa empresa onde tinha pouca influência.

 

Se não conseguir convencer os trabalhadores a cumprir o novo horário e não se chegar a acordo, a empresa já admitiu, publicamente, deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha.

 

Não é a primeira vez que numa situação de confronto há a deslocalização da produção para outra fábrica. Já aconteceu em Espanha. Pode acontecer em Palmela. Ora, se tal ocorrer, além das implicações para os cofres do Estado, que deixarão de encaixar as receitas significativas dali provenientes, os trabalhadores também serão afetados e grande parte dos colaboradores agora contratados deverá ser dispensada, um cenário bem pior do que trabalhar ao sábado e ter uma folga rotativa durante a semana, parece-me a mim.

28.08.17

P'ro menino e p'ra menina!

 

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Há uma polémica instalada com os livros da Porto Editora, que colocou à venda dois livros de atividades para rapazes e raparigas, dos 4 aos 6 anos, com exercícios e motivos diferentes. Há um livro para os meninos e outro para as meninas, um azul e o outro cor-de-rosa, para que não exista qualquer confusão de género!

 

Segundo li nas redes sociais, as tarefas das meninas envolvem princesas à procura de coroas em labirintos básicos... já as dos meninos remetem para marinheiros à procura de barcos em labirintos mais complexos.

 

O caso foi denunciado nas redes sociais por encarregados de educação, chocados com a discriminação feita pela Editora.

 

O humorista, Ricardo Araújo Pereira, no Governo Sombra, criticou a polémica, dizendo que o tipo de exercícios é semelhante. Ora, se os livros são em tudo idêntico porque fazer dois livros em vez de um? O grande equívoco começa aqui. Não existe, ou não devia existir, atividades exclusivamente para meninos ou para meninas. Há atividades para crianças.Por isso não faz sentido haver dois livros distintos.

24.08.17

Estamos na Liga dos Campeões!!

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É verdade. Estamos na Liga dos milhões, após uma vitória categórica na Roménia, contra o Steaua de Bucareste, que não deixou dúvidas que o Sporting foi a melhor equipa na eliminatória.

 

Nota-se que a equipa está em crescendo. Gostei de várias exibições individuais, sobretudo Adrien, Gelson, Fábio Coentrão, Doumbia, Battaglia e Bas Dost, mas principalmente de Bruno Fernandes, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para o segundo e o terceiro golo. Teve ainda intervenção no início da excelente jogada coletiva que resultou no quinto golo, mas não gostei de alguma tremedeira da defesa, principalmente de Coates que mostrou alguma desconcentração no jogo, pouco habitual nele.

 

O primeiro objetivo da época foi atingido. Vamos agora aguardar serenamente pelo sorteio de hoje para ficarmos a conhecer os adversários que nos vão calhar em sorte, sabendo de antemão que a Liga dos Campeões é uma competição difícil, cuja vitória só está ao alcance de um grupo muito restrito de equipas. Por isso há que pensar jogo a jogo para conseguir chegar o mais longe possível.

23.08.17

Não havia necessidade

 

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Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa, em entrevista ao DN, entendeu revelar a sua orientação sexual explicando tratar-se de uma «afirmação completamente política».

 

Para a governante, responsável pelo Simplex e pelo Orçamento Participativo, é importante as pessoas afirmarem publicamente que são homossexuais para que a sociedade as comece a olhar de outra forma.

 

A entrevista da responsável política tem sido amplamente comentada nas redes sociais, com a maioria dos utilizadores a concordarem com Graça Fonseca e a lembrar que, apesar de estarmos no século XXI, a entrevista faz todo o sentido.

 

Lamento discordar, mas acho inusitada a revelação da sua homossexualidade. Para os cidadãos pouco importa se os seus governantes são homossexuais, vegetarianos ou intolerantes ao glúten, interessa-lhes, isso sim, que cumpram as funções para as quais foram eleitos com a máxima competência e  dignidade profissional e política. Quanto ao resto é acessório e despiciendo.

22.08.17

Manuel Machado e os orçamentos dos clubes

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 «Há um conjunto de razões indiretas que parecem ser importantes para matéria de reflexão. O que vi ontem no Afonso Henriques, na Luz e aqui, há 15 dias, esta disparidade de meios à disposição é algo que tange o abjeto. Eu com um orçamento de 3 milhões contra uma equipa de 70 ou 80 milhões, acha pesado? Acha legítimo? Dizem que o futebol é o negócio do seculo. É uma área a ser conservada. O que esta a acontecer a curto, médio prazo vai acabar com este tipo de coisas. Isto vai ser o caminho para a frente. O presidente da Federação Fernando Gomes, o presidente da Liga Pedro Proença, o senhor Secretário de Estado, vocês, imprensa, que juntam trios a falar do mesmo. Todos são responsáveis O que conta é o campeonato dos três. O resto é carne para canhão.». Quem o disse foi Manuel Machado, atual presidente do Moreirense, após a derrota do Moreirense, por 3-0 contra o FC Porto.

 

No futebol como na vida, há os clubes mais ricos, clubes menos ricos, e os outros que lutam desesperadamente para não descer de Divisão. Efetivamente, clubes como o Sport Lisboa e Benfica, tem um orçamento de 150 milhões de euros para esta época, e Sporting e FC Porto têm valores acima dos 100 milhões de euros para gastar nos respetivos planteis. Os pequenos clubes sobrevivem com orçamentos de sete, cinco ou até três milhões de euros. A diferença é, de facto, abissal quando se compara um FC Porto com um Moreirense.

 

Todavia no campo, muitas vezes, essas diferenças são atenuadas. Há clubes com orçamentos reduzidos que conseguem formar equipas competitivas que jogam com os grandes de igual para igual e muitas vezes com vantagem. Vão gerindo o plantel com os recursos disponíveis e com empréstimos de jogadores de outros clubes. Estou a lembrar-me do caso do Moreirense que, no ano passado, venceu a taça da Liga, do Chaves e do Rio Ave. Tem tudo a ver com a motivação e com a forma de jogar que o treinador consegue transmitir à equipa.

 

Há quem defenda que a solução passa por uma negociação coletiva entre os clubes da I Liga ou entre todos os clubes das Ligas profissionais (I e II Ligas), sendo o principal argumento o de fortalecer a posição negocial dos clubes e permitir uma distribuição mais equitativa das receitas.

 

É o que acontece na Alemanha ou em Itália onde existem várias equipas que não são de topo, mas têm orçamentos elevados o que lhes permite contratar bons jogadores.

 

Em Inglaterra, na Premier League, onde os direitos de TV estão centralizados, temos sete ou oito candidatos ao titulo. A média de orçamento para cada clube cifra-se nos 243 milhões de euros. Não é, pois, de admirar que o Leicester, por exemplo, que nem sequer era considerado candidato tenha conseguido ganhar o campeonato inglês.  Que um clube como o Everton, quinto ou sexto lugar na tabela, tenha adquirido um jogador por quase 50 milhões de euros, ou que o Watford, que luta para não descer, tem 113 milhões disponíveis para investir no plantel esta época. São números quase idênticos aos dos três grandes do futebol português.

 

Mas por cá nunca houve, e continua a não haver, vontade dos grandes clubes para que se tivesse avançado para a centralização. Agora com os direitos nas mãos das operadoras de comunicação, pior um pouco.

 

Benfica, FC Porto e Sporting assinaram contratos individuais com as operadoras NOS e MEO, levando os outros clubes a tomar a mesma opção. Contudo, os valores pagos a cada um dos três grandes não é comparável ao de um pequeno clube.

 

Assim sendo, as diferenças vão continuar a existir.

19.08.17

Na mouche!

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«Esta semana, um tweet abalou as redes sociais. João Quadros, “humorista e homem de esquerda” partilhou com o mundo aquilo que considerou ser “uma boa piada” e rezava assim:

“Eu a pensar que só havia uma cabeça rapada em casa do Passos”.

Uma piada, para merecer o nome, tem de fazer rir. Francamente não conheço ninguém que tenha sequer esboçado um sorriso perante isto.

Eu, como mulher de esquerda, senti-me profundamente envergonhada. Acabrunhada, é a expressão certa.

O humor tem limites? É uma discussão interessante. Mas podemos começar por chegar a um acordo: o humor tem de ter graça. O Quadros tem o direito de escrever uma coisa destas?

Pois claro que tem. Isso nem está em causa. Terá também em consequência (e tem) arcabouço para lidar com as críticas.

Aquilo que mais me surpreendeu na “piada” do Quadros foi, como já disse, a falta dela (e ele até me costuma fazer rir) e depois, a flagrante falta de inteligência em se apresentar assim numa bandeja, nu e frágil, perante todos os seus inimigos ideológicos que, por norma, até são os meus. Essa parte custa muito.

E assim, com um tweet, mergulhou de cabeça no lodo dos porcos que sempre combateu. Tudo por uma “boa piada” que, lá está, foi tudo menos boa.

As redes sociais incendiaram-se, os insultos subiram de tom, ameaçaram-lhe o filho, prometeram-lhe tareia e, por uma “boa piada”, colocou-se ao nível de diálogo dos verdadeiros racistas, xenófobos e misóginos que por aí andam.

Uma boa piada não se explica, a não ser que não seja boa. Sendo que esta é péssima. Quadros devia explicá-la. E devia, em simultâneo, pedir desculpa a Laura Ferreira. Engolia o orgulho e fazia aquilo que, pressinto, saiba intimamente que deve fazer.

E agora Laura.

Porque no meio de tudo isto está uma mulher que não foi tida nem achada.

No meio disto, está uma mulher que se chama Laura Ferreira porque (facto público) nunca quis adoptar o nome do marido.

Chama-se Laura Ferreira, é mulher e negra. Encontra–se, por isso, no grupo de pessoas mais discriminadas por todo o globo. Nascer mulher já determina viver em desigualdade. Nascer mulher e negra sentencia uma dupla discriminação.

O que sei eu sobre Laura?

Pouco. Sabemos todos e todas muito pouco porque sempre optou por não se expor. Sei que é fisioterapeuta, nasceu na Guiné e é mãe de duas raparigas.

Sei que é doente oncológica e por isso perdeu o cabelo. E não o sei porque a própria o tenha partilhado publicamente. Sei-o porque por vezes lhe tiram fotos à socapa, invadindo a sua intimidade, lá está, por ser “mulher  de”.

Sei que tem um sorriso bonito porque das poucas vezes que aparece publicamente, está sempre a sorrir. E sei por intuição e empatia de vida que às vezes lhe deve ser muito difícil sorrir.

Laura Ferreira optou sempre por não cumprir um papel público e muito menos político. Não dá entrevistas, mal aparece (e sempre foi assim, não é de agora). Resguardou-se sempre. Recusou ser “mulher de”.

Quis ser apenas Laura. E é.

Tem por isso todo o direito a estar sossegada, a não ser incomodada.

E é também por isso miserável que possa servir de pretexto para ataques  ao marido.

E é também por isso que este tweet do Quadros me revoltou, entristeceu e envergonhou. É que aqui não pode haver dois pesos e duas medidas: se fosse o Sinel de Cordes ( “humorista e homem de direita”) a fazer esta piada, a esmagadora maioria dos meus amigos far-lhe-ia a folha em três segundos, nessas mesmas redes sociais.

Laura foi utilizada como punchline de uma “boa piada” – que é péssima by the way – para ser reduzida a “mulher de”.

Não é a primeira, nem será a última. “Mulher de”, “Filha de”, “Irmã de”, “Namorada de” reflexos de um sexismo latente numa sociedade estruturalmente machista. À esquerda, à direita, não me interessa. Machista.

Laura quis ser só Laura. E é.

Eu cá envio-lhe um abraço cúmplice e fico a aguardar (sentada) o pedido de desculpas que lhe ficam a dever, e através dela, no fundo, a todas nós.

Rita Ferro Rodrigues»

16.08.17

No dia da Assunção de Nossa Senhora

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Já não bastavam os incêndios que grassam por esse país fora, ontem, dois altares de culto a Nossa Senhora foram abatidos. Em Lousada, tonelada e meia de andor, carregado por 80 homens, ruiu e fez cerca de uma dezena de feridos. Na freguesia do Monte, no Funchal, outra procissão ia sair, quando cai uma árvore e mata treze pessoas e fere mais de quatro dezenas.

 

Para um católico estas tragédias configuram uma absurda crueldade. Aquelas pessoas, aquelas famílias, preparavam-se para honrar Nossa Senhora,no aniversário da morte da Virgem Maria e a sua subida aos céus - Dia da Assunção de Nossa Senhora.

 

Mas, religião á parte, a confirmar-se que a Câmara Municipal do Funchal foi em tempo notificada para abater aquela árvore de grande porte e fez 'orelhas moucas', então terão de existir consequências legais para os autarcas responsáveis.

 

E se se confirmar que os serviços da autarquia madeirense garantiram que as árvores aguentavam e estavam em condições de continuar, pese embora os constantes apelos dos munícipes, os técnicos da autarquia não poderão ficar impunes. Mais importantes que as árvores ainda são as pessoas. Já que não se podem evitar estas mortes ao menos que se honre a sua memória fazendo-se justiça.

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