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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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06
Dez15

30% da almofada financeira foi gasta em novembro

 

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Ficamos a saber esta semana que as almofadas orçamentais foram quase todas gastas em novembro, quando ainda o governo da coligação de direita comandava os destinos do país.

Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), até novembro foram gastos 629,8 milhões de euros da almofada financeira para este ano. O valor equivale a 67% dos 945,4 milhões inicialmente inscritos no Orçamento do Estado para 2015.

Com a informação disponível até ao momento a UTAO estima que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano, um valor acima da meta do anterior Governo para a totalidade do ano.

Refira-se que o termo «almofada financeira» corresponde ao montante que os Governos incluem nos orçamentos de cada ano para cobrir eventuais despesas excecionais não previstas.

Na nota da execução orçamental, a UTAO revela que, entre janeiro e outubro (os primeiros dez meses do ano), o Estado gastou 37% da almofada financeira total prevista para 2015. Mas só em novembro, o Governo de Passos Coelho gastou pelo menos 278,3 milhões de euros, o equivalente a 30% do montante total para o ano, essencialmente para cobrir despesas com pessoal do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça, não sendo prestada informação sobre a evolução da reserva orçamental em novembro.

Não deixa de ser estranho tal procedimento, pois como se sabe o subsídio de Natal na função pública é pago por duodécimos. Suspeita-se, por isso, que o governo de Passos e Portas depois ter sido chumbado no parlamento, gastou à tripa forra, pondo em causa a meta do deficit para o corrente ano.