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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Abr15

A corrida presidencial

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E de repente só se fala nas próximas eleições presidenciais de 2016. Henrique Neto, Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais e Carvalho da Silva. A proliferação de candidaturas presidenciais fora do sistema nascem como cogumelos. Os putativos candidatos acumulam-se, o cargo parece ter mel! Perante este afã, a segunda volta parece ser fatal como o destino!

Uns à esquerda outros de direita, os que fingem ou desmentem, os que se chegam à frente para logo recuar e os que fazem constar que talvez sim ou talvez não.

Há os candidatos tacticistas que vão esperar pelo momento oportuno em que uma vaga de fundo os eleve ao cargo, quase sem fazer campanha. É o caso de Marcelo Rebelo de Sousa, que mesmo sem apoio explícito do PSD, avançará depois das legislativas e Pedro Santana Lopes que pondera uma decisão para o mesmo período, mas que entretanto lançou o nome de Paulo Portas na corrida. Portas diz que «não está nem aí», mas como bem sabemos do que diz ao que ele pensa vai uma grande distância.

No PSD após a candidatura de Sampaio da Nóvoa parece ter havido pressões para Rui Rio avançar até ao Verão, antecipando-se a Marcelo. Aliás, depois da saída de cena de António Guterres e da recusa de António Vitorino o cenário mudou bastante, ficando mais convidativo a um anúncio de candidatura de Rui Rio.

O PS parece condenado a ter que apoiar Sampaio da Nóvoa. Só que este apoio está longe de ser consensual. Dentro do PS há os que queriam ver Jaime Gama na corrida, caso de Francisco Assis e os que veem Sampaio da Nóvoa como uma boa solução, caso de Manuel Alegre.

A coisa não está fácil, mas uma coisa é certa: a Presidência da República terá de recuperar com o próximo presidente a influência positiva e o prestígio perdidos na desastrosa magistratura de Cavaco Silva.

Portugal não pode voltar a ter uma década como aquela que passou ou de colocar em Belém alguém como Marcelo Rebelo de Sousa que usaria o cargo para a criação permanente de factos políticos, deixando o Governo na corda bamba.

O futuro presidente deverá ser alguém que seja uma referência, como imagem do país, pela sua estatura, pela sua cultura, e pelo respeito que transmite. 

Precisamos de um presidente que seja a imagem da transparência, da retidão, da moral e da ética, que cumpra e faça cumprir Constituição e consiga efetivamente ser útil ao país e aos portugueses nas mais diversas situações.