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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

19
Mar16

A judicialização da política no Brasil

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«Há um clima de pré-golpe no Brasil. Há colunistas da Rede Globo a pedirem a intervenção das forças armadas e polícias militares a invadirem um plenário do PT. Quem é o juiz que decide divulgar escutas de um telefonema entre a Presidente do país e Lula, sem que esta tenha qualquer relevância para um processo que, ainda por cima, acabou de sair das suas mãos? É o mesmo juiz que se afirmou “tocado” com as manifestações populares contra o PT. Em vez de investigar passou a querer liderar um movimento político de oposição. Nada disto anula a evidência de que o PT está corroído pela corrupção, que Lula, seja ou não corrupto, nunca fez desse combate uma prioridade e que a tentativa de usar um cargo político para mudar o rumo de uma investigação é inaceitável. O que o PT tentou fazer é usar um instrumento político para driblar o sistema judicial. E há quem, à direita, queira usar o sistema judicial para driblar uma derrota política. Quando as coisas chegam a este ponto, só há uma posição saudável: ser intransigente na separação de poderes. Juízes que usam o seu poder para fazer agitação política são, no essencial, iguais a políticos que usam os seus cargos para dificultar investigações. Uns e outros desrespeitam a democracia. São duas faces de uma moeda perigosa: a da judicialização da política. Por mim, assusta-me tanto a República das Bananas como a República dos Juízes» 

Daniel Oliveira