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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

06
Set15

Ainda José Sócrates...

Assim até dá gosto, ver a Justiça a funcionar!

 

«O velho princípio do «quem tem cú, tem medo». O Ministério Público diz que agora está “reforçada a consolidação dos indícios” e, por isso, “diminui o perigo de perturbação do inquérito”, e vai daí e promoveu a redução da «pena» de prisão cautelar a José Sócrates a «pena» de prisão domiciliária.

A grande vantagem, do ponto de vista da Direcção-Geral das Prisões, é que deixam de alimentar, dar tecto e vestir o mais célebre preso do País, que agora passa a prender-se a ele próprio e a expensas suas.

Do ponto de vista da Justiça, a coisa consistirá a que, em prisão domiciliária e dentro de três meses solto, o preso deixará de ser notícia para os embaraçar com a falta de acusação.

Quando um dia, sabe Deus quando, finalmente promoverem uma acusação, ninguém os poderá acusar a eles de ter mantido o homem preso mais do que o «necessário».
 
Necessário para quê, perguntarão. Não, seguramente, para consolidar um inquérito que já tinha um ano à data da cadeia. Então, para quê?

Bom, objectivamente, para lixar a campanha socialista ao longo deste ano de 2015. Ora vistes? Com precisão milimétrica, soltam Sócrates quase no início da campanha eleitoral; o suficiente para mais uma vez afogar o PS na espuma deste caso. Coincidências…

Não sou socialista, nem votar neles, escusam de pensar. Combati José Sócrates quando ele era primeiro ministro, ou seja, quando se podiam ter evitado os erros e tragédias que nos conduziram à situação actual. Nessa altura, recordar-se-ão de como a «justiça» era mansa com Sócrates e tudo lhe passava em claro. Onde é que estavam os Carlos Alexandres?

Mas agora? Ai, agora, severidade máxima. Ajudou a tornar o ar mais respirável, dizem uns; a mim, cheira-me é a lixo. A sórdido estrume. Um dia, quando a poeira assentar, talvez a história de como uma eleição tentou ser ganha seja feita. É que eu, já vi este filme e detesto remakes.

Esperemos que, no fim disto tudo, Justiça seja feita, como soi dizer-se e que, das duas, uma: ou Sócrates vá para a cadeia cumprir a expiação de crimes que ainda desconhecemos, ou o Carlos Alexandre e o Rosário Teixeira vão para a cadeia expiar este.

Pessoalmente, conhecendo a Justiça portuguesa como conheço, suponho que nenhuma das duas hipóteses se vai verificar…

Ai! Adoro este ar tão respirável!»
 
(retirado daqui)

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