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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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23
Mar16

Ataques terroristas em Bruxelas

 

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Ontem Bruxelas acordou em sobressalto depois dos ataques terroristas voltarem a ensombrar Europa. Três explosões na capital belga fizeram soar os alarmes e provocaram a morte a 34 pessoas. O governo belga já confirmou as vítimas mortais nas explosões no aeroporto de Zaventem, o principal do país, a que se juntam 200 feridos. Já na estação de metro de Maelbeek (localizado perto das instituições europeias) há 20 mortes confirmadas e ainda registo de 55 feridos, dez dos quais em estado grave. Uma portuguesa ficou ferida nas explosões, mas já foi assistida no hospital e encontra- livre de perigo, de acordo com as informações do secretário de Estado português das Comunidades.

As explosões ocorreram dias após a prisão de Salah Abdeslam. O atentado foi reivindicado pela organização terrorista do autodenominado Estado Islâmico. O grupo terrorista deixa ainda a ameaça de «dias bem sombrios». As autoridades belgas acreditam que dois bombistas suicidas se fizeram explodir e procuram ativamente um terceiro suspeito. Na sequência dos ataques, as autoridades belgas realizaram operações policiais em vários pontos do país e a procuradoria federal, citada pela RTBF, confirmou que uma rusga a um apartamento em Schaerbeek conduziu à descoberta de um engenho explosivo, que continha pregos metálicos. Aqui também foram encontrados produtos químicos e uma bandeira do Estado Islâmico.

Várias cidades europeias, incluindo Lisboa, estão já em estado de alerta. Depois de um pequeno susto durante a manhã de ontem no aeroporto de Lisboa, provocado por uma mala perdida que levou à evacuação da zona de check-in, vários voos foram cancelados, mas a normalidade já foi entretanto reposta.

François Hollande foi um dos primeiros líderes europeus a reagir. O presidente francês afirmou que «toda a Europa foi atingida» com os ataques desta manhã em Bruxelas. «Estamos perante uma ameaça global, devemos, por isso, responder de forma global», declarou o chefe de Estado francês, no Eliseu, depois de um Conselho de Ministros convocado de emergência ontem para avaliar os ataques em Bruxelas. E, perante 26 empresários estrangeiros, garantiu que tomará medidas de segurança. «Ontem foi em França, hoje é em Bruxelas» e «será preciso sangue frio, lucidez e determinação» para combater esta guerra que «pode ser longa”, alertou Hollande.

Marcelo Rebelo de Sousa também comentou os atentados de Bruxelas. O Presidente português censurou o «ataque cego e cobarde» no coração da Europa e transmitiu ao rei belga «o pesar, repúdio e solidariedade do povo português».