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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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23
Jan17

Balanço de um ano de Marcelo como Presidente

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Marcelo Rebelo de Sousa deu ontem a sua primeira grande entrevista  enquanto Presidente da República, agora que decorre um ano do seu mandato.

 

Marcelo defendeu, sem rebuço, o acordo de concertação social, tendo assumido que deu um forte contributo para a sua concretização. Quanto à descida da TSU, que PCP, BE, Verdes e PSD preparam-se para chumbar no Parlamento, Marcelo mostrou-se favorável, porquanto seria dado um sinal positivo para a economia e para o crescimento.

 

Questionado sobre a devolução de rendimentos, Marcelo respondeu com os números favoráveis da economia. Sublinhou que o investimento, as exportações e a formação de poupança são essenciais. E diz que o país precisa de um maior crescimento, adiantando que o défice deve ficar nos 2,2% do PIB, abaixo do valor histórico anunciado na semana passada por António Costa.

 

Quanto ao Novo Banco, disse que não cabia ao PR expressar nenhuma preferência, cabe ao BdP e ao Governo traçar os caminhos possíveis e há vários no entender do Marcelo, que acabou por dizer que preferia uma solução privada, sem custos para os contribuintes.

 

O que a entrevista do Presidente da República mostrou foi um Marcelo otimista, alinhado com as políticas do governo, manifestando nas entrelinhas que neste momento os interesses de ambos são convergentes. Defendeu a estabilidade governativa até final da legislatura, bem como da da oposição.

 

Assim, a menos que surja algo imprevisível, o governo pode dormir descansado e contar com o respaldo do Presidente. Pelo menos nos próximos tempos, a popularidade e a capacidade política de António Costa dependerá da forma como conseguir adaptar a agenda do governo aos interesses do Presidente da República.

 

Finalmente dizer que não gostei da forma agressiva com que os entrevistadores, Ricardo Costa e Bernardo Ferrão, interpelaram Marcelo. Não havia necessidade de serem tão cáusticos, nem de interromperem a despropósito o raciocínio do entrevistado, já que se não se tratava de um candidato eleitoral ou de um primeiro-ministro, tratava-se tão somente de fazer um balanço de um ano de Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente da República.