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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

09.10.15

Bielorrussa vence Nobel

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Svetlana Alexievich de 67 anos é a nova vencedora do Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela Academia Sueca. A escritora é a 14ª mulher a ser distinguida com o Nobel da Literatura – em 2013 tinha sido a escritora canadiana Alice Munro

Nascida sob a égide da bandeira soviética, em Ivano-Frankovsk, na Ucrânia, entre 1967 e 1972, a galardoada estudou jornalismo na Universidade de Minsk. Devido às suas posições políticas críticas ao regime, viveu exilada em Itália, França, Alemanha e Suécia.

Os seus livros estão traduzidos em 22 línguas e alguns foram já adaptados para cinema e teatro. Em 2013 foi distinguida com o Prémio Médicis Ensaio pela obra «O fim do homem soviético», que encerra a série de cinco volumes «Vozes da utopia», na qual aborda a história da ex-União Soviética (URSS) e a sua queda, numa perspetiva individual. A série foi iniciada com «A guerra não tem o rosto de uma mulher» (tradução livre), primeiro livro da autora e que se baseia em entrevistas a centenas de mulheres que participaram na II Guerra Mundial (1939-45).

Em declarações à televisão pública sueca SVT, Alexijevich afirmou que conquistar o Nobel da Literatura é «uma sensação fantástica, mas, ao mesmo tempo, um pouco perturbadora». «Penso de imediato em grandes nomes como Bunin Pasternak” disse, referindo-se a Boris Pasternak, poeta e romancista russo, autor de Dr. Jivago, distinguido com o Nobel da Literatura em 1958.

Ao jornal Svenska Dagbladet, a autora explicou que, pessoalmente, o galardão ser-lhe-á favorável: «Significa que já não será tão fácil os poderosos da Bielorrússia e da Rússia repudiarem-me com um gesto».