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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

15
Abr15

Caos nos serviços de urgências hospitalares

«1 hora e 35 minutos» é uma reportagem de Ana Leal que passou esta semana na TVI, que de forma nua e crua, demonstra as fragilidades do SNS. As imagens recolhidas com uma câmara oculta, durante um mês, em 15 hospitais, fazem lembrar um cenário terceiro mundista, com macas amontoadas pelos corredores e doentes que esperam e desesperam horas sem fim para serem observados.

Instado a comentar o Secretário de Estado Adjunto da Saúde, Leal da Costa, teve a distinta lata de afirmar: «É uma reportagem que só vem confirmar a opinião que eu tenho,  que os serviços de urgência em Portugal funcionam muito bem, é uma experiência que confirma que tem picos de afluência, como nós já sabíamos, durante a noite os serviços tendem a encher-se, durante o dia tendem a estar mais vazios, por força da própria orgânica do sistema», afirmou Leal da Cunha aos jornalistas.

«O testemunho dos médicos que eu ouvi, com o devido respeito, conheço-os há bastante tempo, alguns deles são  reputados e reconhecidos militantes do Partido Comunista e da oposição, alguns candidatos a deputados. São pessoas que eu tenho gosto de conhecer há muito tempo e que obviamente estão politicamente motivadas para fazer algumas afirmações, que são opiniões. Nada daquilo é demonstrado», reiterou.

Perante isto, aconselha-se uma visita urgente de Fernando Leal da Silva ao oftalmologista. Mas mais que mudar de lentes e de secretários de Estado, temos que mudar urgentemente de governo. Este executivo já ultrapassou todos os limites do razoável.