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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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27
Out15

Carne processada pode ser prejudicial para a saúde

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Um relatório da Agência Internacional de Investigação em Cancro da OMS (Organização Mundial de Saúde) alerta que o consumo de carne processada − chouriço, bacon, fiambre, salsichas e presunto − é tão perigoso para a saúde como fumar e que potencia o risco de cancro, sobretudo o colorretal (intestinos) em 18%. Entende-se por carne processada a carne que foi modificada para aumentar o seu prazo de validade, cor e sabor, através de processos de fumagem, cura, adição de sal ou conservantes.

Não se trata de uma confirmação inédita já que o risco estava identificado e declarado pelo Fundo Internacional para a Investigação Mundial do Cancro desde 2007. A possibilidade de uma pessoa desenvolver cancro devido ao consumo de carne processada aumenta com a quantidade de carne consumida diz OMS. E para isso não é preciso comer quantidades industriais. Segundo a investigação, que incidiu sobre dez países da União Europeia e 448.568 indivíduos, cerca de duas fatias de bacon (perto de 50 gramas) é o suficiente para colocar a saúde à mercê da doença. Relativamente às carnes vermelhas (vaca, porco, cavalo, borrego entre outras), os investigadores admitem que esta poderá ser cancerígena, contudo os resultados não são tão evidentes quanto nas carnes processadas. Ainda assim, o seu consumo deve ser parcimonioso.

Não duvido que as recomendações emanadas pela OMS são úteis e devam ser acatadas. Entendo, no entanto, que toda esta informação poderá gerar o pânico nalgumas pessoas mais habituadas a consumir estes alimentos. Por isso, talvez fosse prudente a Direção Geral de Saúde prestar esclarecimentos adicionais e informação mais específica e clara de forma a elucidar os cidadãos.