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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

09
Mar15

Cavaco traça o perfil do seu sucessor

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No 9º Roteiro presidencial, divulgado esta segunda-feira, Cavaco Silva escreve no prefácio que o seu sucessor deve possuir duas características: alguma experiência no domínio da política externa e formação, capacidade e disponibilidade para analisar os dossiês relevantes para o país.

É curioso verificar que Cavaco Silva traça um perfil de Presidente da República completamente oposto ao seu, que o teria excluído à partida do cargo e o que também explica a inutilidade que foram este nove anos de mandato como Presidente.

Mas, claro, percebe-se que este talhe não é inocente e assenta que nem uma luva no perfil de Durão Barroso. Acontece que Barroso é um candidato perdedor, porquanto a sua fuga para Bruxelas, da forma como aconteceu, está ainda muito presente na memória dos portugueses e, por conseguinte um candidato do centro esquerda com alguma credibilidade poderá vencê-lo com relativa facilidade.

Talvez a característica mais importante que o próximo Presidente deva ter é: ser alguém capaz de agir com independência dos partidos que o apoiaram e passar a ser após a sua eleição o «Presidente de todos os portugueses», coisa aliás que Cavaco Silva nunca foi.