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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

15
Fev15

Começam hoje a ser taxados os sacos de plástico

sacos_plasticos.jpgComeça hoje a ser cobrado dez cêntimos por cada saco de plástico 'leve' nos estabelecimentos comerciais. A medida está integrada no âmbito da reforma da chamada Fiscalidade Verde, levada a cabo pelo ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva.

Segundo as contas deste ministério, serão obtidos 167 milhões de euros com esta medida que visa reduzir o impacto que este tipo de produto tem no meio ambiente e financiar o Estado e o Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Os portugueses são os europeus que mais utilizam sacos de plástico, atingindo, anualmente, 466 por habitante, um número que o Governo pretende baixar para 50 este ano e 35 em 2016.

Os sacos plásticos apesar de úteis causam uma tremenda poluição ao meio ambiente. Isso porque são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, difíceis de degradar, podendo levar cerca de 400 anos para desaparecer completamente.

 Além disso, a manufatura do polietileno – substância do qual é feito o saco plástico – faz-se a partir de combustíveis fósseis o que acarreta a emissão de gases poluentes. Mas o maior problema é o destino final que damos a este produto. Eles sempre acabam invariavelmente nos aterros sanitários ou nos rios e oceanos quando o esgoto quando não se procede antecipadamente à reciclagem.

Nos aterros sanitários a céu aberto, os sacos plásticos dificultam e impedem a decomposição de materiais orgânicos e/ou biodegradáveis. Além disso, comprometem a capacidade do aterro, deixam o terreno muito impermeável e instável para uma boa adequação dos resíduos. Já no mar, o saco plástico além de poluir visualmente, e diminuir a qualidade da água, provoca asfixias em animais marinhos.

Na Europa, vários países já evitam a entrega gratuita de sacos pelos supermercados aos clientes. Na Irlanda, por exemplo, há um imposto de 0,22€ para cada saco plástico distribuído, o que reduziu em 90% a sua utilização.

Os supermercados anunciaram que vão disponibilizar outro tipo de sacos (ráfia, pano ou de plástico mais espesso) - que têm uma maior durabilidade e um preço mais acessível - contudo as principais medidas devem ser tomadas pelos nós consumidores.

 Aqui ficam algumas ideias para não sermos apanhados desprevenidos:

  • Traga sempre na carteira ou no carro um ou mais sacos (eu ando sempre com um na mala). São leves e não ocupam muito espaço. Assim, estará sempre precavido;
  •  Em casa, após arrumar as compras, coloque de novo o saco na carteira ou na mala do carro para que não se esqueça dele na próxima ida ao supermercado;
  •  Quando fizer compras semanais ou mensais, leve um trolley - são muito práticos, fáceis de transportar e não causam mal-estar à coluna - ou recorra a sacos de ráfia ou de plástico mais grosso e reutilizável;
  •  Outra possibilidade passa por colocar as compras depois de registadas novamente no carrinho. Depois, é só chegar ao carro e coloca-las diretamente dentro dos sacos. O que obriga naturalmente a andar sempre com sacos na mala do carro.

Sei que não é fácil mudar hábitos enraizados, de um dia para o outro. É um processo que demorará o seu tempo e exigirá uma alteração ao nível dos valores e padrões de uma dada sociedade e de uma determinada cultura consumista.

 Assim, no primeiro impacto parece uma tarefa árdua até se conseguirem ver as primeiras mudanças, mas não impossível.

Mudar o ambiente que nos rodeia começa afinal por cada um de nós!