Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

17
Mar17

Cristas assina de cruz a Resolução do BES

cristas albuquerque.jpg

Assunção Cristas faz revelações surpreendentes sobre o BES, admitindo que o assunto «nunca foi discutido em Conselho de Ministros com profundidade». «O Conselho de Ministros nunca foi envolvido nas questões da banca», defende Assunção, que diz que esse princípio afastou das reuniões do Governo temas como o BES, o Banif ou a capitalização da CGD, dado que Passos Coelho sempre achou que estes assuntos deviam tratados pelo Banco de Portugal, o qual  tinha as funções de supervisor independente.

 

A resolução do BES foi tomada pelo Banco de Portugal  com um um diploma aprovado pelo Conselho de Ministros. A antiga ministra  conta como foi apanhada de surpresa e deu luz verde a um assunto que não dominava. A Presidente do CDS-PP confirmou que aprovou, eletronicamente, um decreto que dava poderes ao Banco de Portugal, de acordo com a orientação do então primeiro-ministro.

 

Assunção Cristas declarou ter recebido um telefonema de Maria Luís Albuquerque quando estava de férias, pedindo-lhe: «Assunção, por favor vai ao teu email e dá o OK, porque isto é muito urgente, o Banco de Portugal tomou esta decisão e temos de aprovar um decreto-lei. Como pode imaginar, de férias e à distância e sem conhecer os dossiers, a única coisa que podemos fazer é confiar e dizer: Sim senhora, somos solidários, isso é para fazer, damos o OK. Ou seja, era preciso aprovar um decreto-lei que Assunção Cristas desconhecia por completo, mas sem problema assinou de cruz, sem o ler. E ler para quê? Afinal quando não se percebe patavina do assunto ler até só confunde mais!

 

Como é possível tratar de um assunto tão importante com enormes custos para o país com esta displicência e esta leviandade?

 

Recorde-se que é esta mesma senhora que agora se candidata a presidente da maior autarquia do país. Fernando Medina e os lisboetas certamente agradecem a confissão de Assunção Cristas.