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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

02
Nov16

Dia de Finados ou dos Fiéis Defuntos

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Existe alguma confusão entre o Dia de Todos os Santos e do Dia dos Finados, porventura originada pelo facto do dia 1 de novembro ser feriado e a maioria da população aproveitar a circunstância para visitar os cemitérios, pela memória dos seus entes queridos, embelezar e limpar campas, de acordo com a tradição. Muitas flores e muitas velas são vendidas nestes dois dias, ornamentando, momentaneamente, estes lugares habitualmente fúnebres e sombrios.

 

Não tenho de todo o culto dos mortos, não gosto de visitar cemitérios em circunstância alguma e muito menos nestes dias em que vai toda a gente em peregrinação. Contudo, há muita gente que opta por seguir fielmente as tradições, independentemente das suas crenças ou vontades. Ir ao cemitério porque por que é tradição, por que é bonito, por que é normal, por que tem que ser. Pode não pôr lá os pés durante o ano inteiro, mas neste dia, por imposição social, é obrigatório lá ir.

 

Respeito, no entanto, quem o faz, mas não sinto necessidade ou desejo de levar flores aos mortos, porque é em vida que gosto de homenagear e acarinhar as pessoas de quem gosto.

 

Tenho a convicção de que os mortos devem ser recordados todos os dias como se estivessem vivos nos nossos corações. E é isso mesmo que procuro fazer com os meus entes queridos.