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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

21
Dez15

E vão cinco....bancos

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O Banif vai custar cerca de quatro mil milhões de euros aos cofres públicos -  leia-se contribuintes -  entre a injeção de 2,26 mil milhões ao abrigo da resolução, mais garantias, mais dinheiro para combrir imparidades e mais os 825 milhões de euros de ajudas públicas que ficaram por receber. Os contribuintes  portugueses já tiveram que pagar cerca de 8,5 mil milhões com BPN, BPP e Banif. Fora destes cálculos, estão as eventuais perdas do Fundo de Resolução com o Novo Banco, bem como os empréstimos feitos ao BCP e a CGD, que ainda não foram pagos na totalidade.

A propósito do BANIF, a frase mais dita pela ex Ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque numa entrevista hoje na TVI no jornal das 8, foi : «Não tenho informação sobre o assunto».

No entanto, a TSF revela uma carta da Comissária Europeia da Concorrência, enviada à então ministra das Finanças, onde explicita as verdadeiras motivações do governo português há cerca de um ano. Que o problema do Banif foi adiado para manter a estabilidade financeira e  não colocar em causa a saída de Portugal do Programa de Assistência Económica e Financeira, ou seja, para não perturbar a saída limpa.

Confrontada com estes factos Maria Luís Albuquerque obviamente negou-os, afirmando que a situação do Banif foi sempre «uma situação difícil», mas nunca foi possível vender a posição porque nunca apareceu nenhuma proposta.

Questionada sobre as causas da instabilidade e fragilidade do sistema financeiro, a antiga ministra admitiu ainda que houve problemas de gestão e de  supervisão, mas ainda assim reconduziu Carlos Costa como governador do Banco de Portugal? perguntou-lhe José Alberto de Carvalho. «Não tenho qualquer razão para retirar a confiança ao Governador do Banco de Portugal», contra isto ....batatas!!

Espero que o atual governo tire as devidas ilações e nomeie um novo governador.