Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

24
Mai15

Eleições espanholas

phpThumb (1).jpg

Hoje, 36 milhões de eleitores espanhóis vão às urnas para votar nas eleições municipais e autonómicas espanholas. O PP leva pequena vantagem sobre o PSOE, mas a entrada em cena de dois novos partidos - e com números fortes nas sondagens, o Podemos e o Ciudadanos - vão seguramente mudar a geografia politica espanhola com variações consideráveis nas intenções de voto e percentagens de indecisos entre os 32% e os 44% nas várias regiões.

Este é também o primeiro grande teste para o Podemos depois de há um ano ter sido a surpresa das europeias ao conseguir eleger cinco deputados. Agora, está a um passo de conseguir realizar o objetivo a que se propuseram: dar voz aos cidadãos que não eram ouvidos no debate político e acabar com o bipartidarismo do PP e PSOE, depois de quase 40 anos de hegemonia e alternância.

Contudo, depois de uma entrada fulgurosa, o partido de Pablo Iglesias tem vindo a perder gás e abrir espaço para a entrada em cena de um novo ator político cuja popularidade disparou nos últimos meses. É o partido liberal  Ciudadanos  que, depois de se destacar na Catalunha por se opor ao nacionalismo, tem conseguido captar votos de protesto no resto do país. Sendo um partido de matriz mais liberal que o Podemos, poderá, na opinião de alguns analistas, ser uma hipótese como parceiro de coligação, tanto para o PP como para o PSOE, caso nenhum destes partidos consiga obter uma maioria absoluta.