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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

08
Mai15

Eleições no Reino Unido

920222.jpgContra todas as previsões, o Partido Conservador britânico foi o vencedor das eleições no Reino Unido.

A contagem dos votos prossegue e os resultados definitivos deverão conhecidos hoje. Mas as projeções feitas à boca das urnas, avançadas pela BBC e pela Sky News contrariam as sondagens dos últimos dias que apontavam para um empate técnico entre conservadores e trabalhistas.

O Partido Conservador de David Cameron triunfou no ato eleitoral que escolheu uma nova composição para a Câmara dos Comuns e reforçou a votação.

David Cameron já reagiu, sublinhando que esta foi uma grande noite para os conservadores e que o seu objetivo continua a ser governar para todos no Reino Unido. O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband reconheceu a derrota e disse que foi uma noite dececionante e difícil para os trabalhistas.

Grande ambiente de euforia foi sentido na Escócia, onde o Partido Nacional Escocês (SNP na sigla inglesa) eliminou do mapa eleitoral os trabalhistas locais. Estavam-lhe atribuídos 56 dos 59 lugares atribuídos à Escócia no Parlamento de Westminster.

Diferente sorte teve o Partido Liberal-Democrata, parceiro de coligação de Cameron no governo anterior. Nick Clegg, vice-primeiro-ministro, conseguiu manter o seu lugar de deputado, mas perdeu quase todos os deputados. Em 2010, tinham conseguido eleger 57 deputados, agora deverão contar com apenas ter oito. Clegg reconheceu a derrota e apresentou a sua demissão da liderança do partido.

As eleições legislativas no Reino Unido foram importantes não apenas pela escolha do dirigente partidário que irá ocupar o nº 10 de Downing Street, mas também porque aqui se vai jogar o futuro territorial da UE e a relação do país com a Europa.

As necessidades do país são hoje bem diferentes do que eram, quando Cameron chegou ao poder. Há cinco anos, a recuperação da economia era a prioridade do primeiro-ministro; hoje tem no topo da agenda política a relação de Londres com a Escócia e o referendo sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia.