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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

26
Jul15

Exposição Génesis de Sebastião Salgado

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Fui ver a exposição Génesis de Sebastião Salgado na Cordoaria Nacional, em Lisboa onde podem ver-se 245 trabalhos resultantes das suas viagens por mais de 30 países, ao longo de oito anos, entre 2004 e 2011. Vale bem a pena! Recomendo! 

Desde o Amazonas até à Nova Guiné, podemos ver a natureza em locais não destruídos pelo homem. Esta exposição foi inaugurada, em Londres, há dois anos, e já foi vista por quase dois milhões de pessoas. São imagens a preto e branco, em grande formato. 

A exposição está dividida por cinco secções:  Sul do Planeta, Santuários, África, Terras a Norte e Amazónia e Pantanal e apresenta ao público ambientes que conseguiram, até à data, escapar às transformações impostas pela sociedade moderna, mantendo-se quase intactos. O autor, com esta exposição, para além de ter querido homenagear a grandiosidade da natureza, quis também lançar um alerta para a fragilidade da Terra. Torna-se claro que urge tomar medidas a fim de preservar a natureza. 

Sebastião Salgado é um dos mais reconhecidos e premiados fotógrafos brasileiros da atualidade, tendo visto o seu trabalho publicado em algumas das mais prestigiadas publicações mundiais. Para além desta exposição, o projeto Génesis já deu origem a um livro (com a chancela da Taschen) e a um documentário, “O Sal da Terra”, realizado por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado (filho de Sebastião), que estreou mundialmente no último Festival de Cannes, onde recebeu uma Menção Especial do Júri da secção Un Certain Regard.