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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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06.04.16

Faz hoje cinco anos que pedimos ajuda ao FMI

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Faz hoje precisamente cinco anos que Portugal pediu ao FMI e à União Europeia uma ajuda financeira de emergência, como contrapartida pelo empréstimo de 78 mil milhões de euros.

O pedido de ajuda ocorreu no dia 6 de Abril de 2011 depois de a oposição ter chumbado em bloco o PEC IV.

A situação económica e financeira internacional teve repercussões a nível nacional. Portugal viu as taxas de juro subirem de forma expressiva. Era necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à atual situação política ou de medidas a nível europeu que pudessem alavancar a economia nacional. José Sócrates acordou um compromisso político com a chanceler alemã. Teríamos o apoio da Alemanha, no quadro europeu, para estancarmos a crise em Portugal. Era um programa preventivo à semelhança do que foi implementado em Espanha. Isto mesmo foi posteriormente confirmado por Teixeira dos Santos numa entrevista á TVI. O ex-ministro das Finanças acreditava que a «aprovação do PEC IV teria evitado o pedido de resgate».

Só que entretanto a direção do PSD, pela voz de Marco António, informou Passos Coelho de que das duas uma: ou haveria eleições no país, ou no PSD. Passos optou por sacrificar o país, com as consequências devastadoras que bem conhecemos.

Curiosamente, o FMI anunciou hoje que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos. Sabe-se que o país angolano enfrente há três anos uma forte crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra com a quebra da cotação internacional no barril de crude, o que levou o governo angolano a aprovar logo em janeiro uma estratégia nacional para fazer face à crise petrolífera, já que o país é extremamente dependente do petróleo, que representa 95% das receitas de exportação do país.

Angola é também um dos principais mercados das exportações portuguesas e um dos maiores investidores em Portugal. Portugal é um dos países que mais impacto terá com a crise angolana, com reflexos diretos na economia nacional e na vida dos portugueses.

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