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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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21.11.16

Gestão da Carris vai ser transferida para o Município de Lisboa

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O memorando de entendimento para a passagem da gestão da Carris para a Câmara Municipal de Lisboa é assinado hoje, sendo que a autarquia iniciará funções como gestora da Carris a partir de 01 de janeiro de 2017. O governo considera que este acordo vai permitir descentralizar a gestão do serviço público de transporte de passageiros.

 

A gestão da Carris era um desejo antigo do Município de Lisboa e esta decisão do Governo surge na sequência da suspensão do processo de subconcessão das empresas públicas de transporte de Lisboa e do Porto lançado em 2011 pelo anterior Governo.

 

Recorde-se que Pedro Passos Coelho chegou a atribuir a subconcessão das empresas em Lisboa (Metro e Carris) ao um grupo espanhol. Os contratos aguardavam visto prévio do Tribunal de Contas para entrarem em vigor quando António Costa assumiu funções tendo-os suspendido de imediato, estando atualmente a decorrer alguns processos interpostos pelas empresas estrangeiras que contestam a decisão do primeiro-ministro.

 

Este modelo de gestão das autarquias é seguido em toda a Europa, Estados Unidos e Austrália. Em Portugal, principalmente por culpa dos municípios, nunca se conseguiu implementar um organismo que coordenasse todos os transportes numa área metropolitana ou numa região, fossem eles detidos pelo Estado, por privados ou por ambos.

 

Uma gestão integrada e municipalizada pode dar bons resultados, porquanto está mais próxima dos utentes e das suas necessidades. Sendo que uma boa articulação de políticas municipais de transportes públicos permite, além de melhor servir os interesses das comunidades abrangidas, poupar custos, obter ganhos de eficiência e aumentar a qualidade do serviço prestado.

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