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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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29
Ago17

Greve na Autoeuropa

 

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Os trabalhadores da Autoeuropa vão estar 24 horas em greve, tendo a paralisação início, hoje, às 23h30.

 

Se a adesão à greve dos trabalhadores da Autoeuropa for considerável a fábrica da Volkswagen poderá ter um prejuízo de cinco milhões de euros na produção, a média de faturação diária em 2015, segundo avança o Diário de Notícias.

 

Na base desta divergência entre administração e trabalhadores está a recusa do trabalho obrigatório aos sábados, durante dois anos, que a administração diz serem necessários para produzir o novo SUV da fábrica de Palmela.

 

A Autoeuropa quer que a fábrica passe a laborar em 18 turnos, seis dias por semana, a partir de fevereiro e que os trabalhadores passem a trabalhar entre segunda-feira e sábado, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa a meio da semana. Os sindicatos afirmam  que este novo modelo de trabalho é prejudicial para a saúde.

 

Em troca, a administração elaborou um pré-acordo que previa um aumento mínimo do salário de 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias. Cerca de 74,8% dos trabalhadores recusaram a proposta.

 

Os trabalhadores da Autoeuropa estão claramente a ser manipulados pelo sindicado afeto à CGTP que, supostamente, deveria defender os interesses dos seus trabalhadores, mas que está mais preocupado em fazer demonstrações de força para garantir ou conquistar espaço numa empresa onde tinha pouca influência.

 

Se não conseguir convencer os trabalhadores a cumprir o novo horário e não se chegar a acordo, a empresa já admitiu, publicamente, deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha.

 

Não é a primeira vez que numa situação de confronto há a deslocalização da produção para outra fábrica. Já aconteceu em Espanha. Pode acontecer em Palmela. Ora, se tal ocorrer, além das implicações para os cofres do Estado, que deixarão de encaixar as receitas significativas dali provenientes, os trabalhadores também serão afetados e grande parte dos colaboradores agora contratados deverá ser dispensada, um cenário bem pior do que trabalhar ao sábado e ter uma folga rotativa durante a semana, parece-me a mim.