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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

18
Mar15

Júlio Isidro foi o bombeiro de serviço do Agora Nós

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Júlio Isidro é um nome incontornável quando se fala na história da televisão em Portugal. No início de 1960, com apenas 15 anos, estreou-se no Programa Juvenil na RTP e, desde então, tornou-se presença regular no pequeno ecrã.

Com 55 anos de carreira e saber de experiência feito, apresentou alguns dos formatos mais emblemáticos em televisão e foi responsável também pela descoberta e pelo lançamento das melhores vozes deste país.

Ontem, na impossibilidade de Tânia Ribas de Oliveira e Zé Pedro Vasconcelos apresentarem o programa da manhã foi Júlio Isidro o «bombeiro de serviço».

Chamado uma hora antes de a emissão ir para o ar, apresentou  o programa das manhãs da RTP, Agora Nós. Sem preparação, sem rede, unicamente com o saber e a experiência que tantas horas de palco e de câmaras lhe deram.

Estava estranhamento calmo e bem-disposto e apresentou-se deste modo: «o meu nome não é Tânia Ribas de Oliveira e também não é José Pedro Vasconcelos. Sou apenas um suplente que às nove da manhã estava de pijama em casa a tomar o meu pequeno-almoço (...) o programa, hoje, não se chama Agora Nós, mas sim Agora é Que São Elas», concluiu o apresentador.

Um dia inesquecível para Júlio Isidro que recebeu inúmeros elogios nas redes sociais pelo seu desempenho no programa e em circunstâncias tão inesperadas.

Um exemplo e uma lição de que os cabelos brancos e as rugas não  são apenas sinal de envelhecimento.  São igualmente sinal de experiência, de maturidade, de capacidade de passar ensinamentos às novas gerações e como tal, apresentadores como o Júlio Isidro não devem ser despachados para a RTP Memória.

Júlio Isidro, não obstante os seus 70 anos, ainda poderia muito bem apresentar um programa de entretenimento. Era bem capaz de ser um sucesso.