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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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07
Abr15

Lisboa tem um novo presidente da Câmara

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 (imagem do Público)

Fernando Medina tomou posse como presidente da maior câmara do país. No primeiro discurso como presidente, o edil elogiou o trabalho e a obra do  seu antecessor e revelou «um novo ânimo e uma nova energia para levar por diante os compromissos» assumidos para com os lisboetas nas eleições autárquicas de 2013 (em que António Costa foi eleito presidente da Câmara) e apontou a necessidade de conseguir «mais e melhor emprego». Outra ambição é a «construção de uma melhor cidade». Nesta vertente, assegurou que ainda este ano se iniciarão obras de requalificação da frente ribeirinha. «Teremos assim, em 2017, uma frente ampla, de Santa Apolónia ao Cais do Sodré, totalmente renovada», afirmou.

Garantiu que em 2015 será criada a primeira de 30 praças previstas no projeto «uma praça em cada bairro» e, até ao verão, será aprovada a revisão do Plano Geral de Drenagem, dando-se início aos investimentos prioritários para proteger a cidade das cheias.

A sua prioridade é, também, segundo revelou, a habitação social, tendo aproveitado para anunciar «o lançamento de uma nova geração de políticas públicas» nesta área, nomeadamente o lançamento de um programa de arrendamento acessível para 5 mil famílias. O autarca socialista aproveitou a ocasião para indicar que vai exigir à Assembleia da República «a revisão de uma disposição absurda da Lei de Finanças Locais», referindo-se à anunciada extinção sobre a venda de imóveis (IMT).

Aos 42 anos ambição não lhe falta. Contudo, a transição não está a ser pacífica, já que transporta o estigma de não ter sido eleito. Fernando Medina está a ser alvo de críticas por parte da oposição, com os vereadores do PSD e do CDS-PP a questionarem a sua legitimidade política para assumir o cargo sem ir a votos, já que os lisboetas elegeram António Costa nas eleições autárquicas de 2013 para um terceiro mandato à frente do município.

Mas, já agora, gostaria que me respondessem: quando Barroso foi para Bruxelas, Santana Lopes foi a votos para ficar no seu lugar? E Carmona Rodrigues substituiu Santana na Câmara de Lisboa mediante que eleição? Um bocadinho mais de memória também não lhes ficava nada mal!

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