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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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15
Mar16

Lula poderá virar ministro no governo de Dilma

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«No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia; quando um rico rouba, vira ministro». Lula da Silva, 1988

Esta citação de Lula não poderia vir mais a calhar e poder-se-ia até dizer que «pela boca morre o peixe», porquanto o antigo presidente brasileiro aceitou alegadamente integrar o governo de Dilma Rousseff por se ver envolvido num alegado crime de branqueamento de capitais. A notícia, contudo, foi avançada por uma fonte da presidência que falou sob anonimato à agência Reuters, mas não confirmada.

Segundo a mesma fonte, Lula da Silva deverá ficar responsável pela pasta dos assuntos legislativos atualmente ocupada por Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria do Governo.

A procuradoria de São Paulo acusou Lula de Silva de alegado branqueamento de capitais mediante ocultação de património e falsificação de documentos em relação a um apartamento de luxo situado na praia de Guarujá, que se encontrava em nome de uma empresa de construção de civil envolvida no escândalo de corrupção da empresa petrolífera estatal brasileira Petrobras.

Se assumir um cargo ministerial, Lula da Silva consegue imunidade judicial depois de o Ministério Público de São Paulo ter pedido a sua prisão preventiva, por considerarem que pode interferir na investigação se continuar em liberdade, sendo que  a ação passará a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal saindo da alçada de Moro, considerado implacável com arguidos da «Operação Lava Jato».

A reviravolta no núcleo do Governo é vista também como tábua de salvação para evitar a destituição de Dilma Rousseff da Presidência.

A concretizar-se, é um ato constitucionalmente possível mas politicamente ilegítimo. Isto, a acontecer, é uma vergonha para o povo brasileiro.

Se Lula da Silva aceitar ser ministro poderá não preso, no imediato, mas assumir-se-á necessariamente como culpado perante o povo brasileiro.