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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

23
Fev17

«Maior que o pensamento»

 

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Passam hoje 30 anos sobre a data da morte de Zeca Afonso, talvez o músico mais importante e mais influente das últimas décadas em Portugal que desapareceu precocemente com 57 anos.

 

Ícone incontornável da canção de Coimbra e figura central da música de intervenção em Portugal, Zeca Afonso foi acima de tudo um homem da liberdade, da democracia e da solidariedade, valores pelos quais lutou enquanto estudante, professor e cidadão contra a ditadura do Estado Novo. As suas armas foram a viola e a música com as quais tocava algumas vezes na companhia de Adriano Correia de Oliveira, e que contribuíam para manter viva a luta por uma sociedade livre e democrática.

 

O seu nome ficou intrinsecamente ligado ao 25 de Abril, através da canção «Grândola Vila Morena»  de sua autoria que serviu de senha para a saída das tropas em direção ao Terreiro do Paço, dando-se, com isso, o inicio das operações militares que puseram fim ao regime ditatorial que então vigorava em Portugal.

 

Deixou um enorme legado histórico, cultural e artístico que perdurará para sempre. Muitas das suas canções continuam a ser reinventadas e recriadas por vários interpretes nacionais e internacionais.