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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

25.05.16

Marcelo impõe prazo de validade a António Costa

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Marcelo não foge dos microfones: comenta a atualidade, responde a perguntas, dá notícias e diz o que deve e o que não deve. Na verdade o Presidente da República (PR) ainda não conseguiu despir a pele de comentador o que por vezes cria situações algo embaraçosas.

Marcelo Rebelo de Sousa voltou ao seu lado de comentador político, com uma tirada manifestamente infeliz, para quem exerce a função presidencial quando referiu: «O Governo deve durar uma legislatura, mas em Portugal há uma tradição de as autárquicas terem uma leitura nacional. Já houve vários casos», recordando governos anteriores que não resistiram face a um mau resultado nas eleições autárquicas. «Depois das autárquicas, veremos o que é que se passa. Mas o ideal para Portugal, neste momento, é que o governo dure e tenha sucesso».

Ora, parece-me pouco ajuizado o PR pôr-se a comentar a durabilidade deste ou de outro governo e especular sobre o ciclo das autárquicas, não essa a função do PR. Todos sabemos que há claramente um ciclo político marcado pelas autárquicas, agora não faz o mínimo sentido Marcelo lembrar-nos isso e muito menos estar a colocar um prazo de validade ao atual governo: «Desiludam-se aqueles que pensam que o Presidente da Repúblicas vai dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas. Depois logo veremos».

Caso para dizer: Por que não se cala?