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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

29
Mar17

Nada será como dantes!

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O referendo de 23 de junho do ano passado que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia, deixou o país profundamente dividido e, desde então, têm-se multiplicado as manifestações contra o Brexit, protagonizadas sobretudo pela juventude britânica, maioritariamente pró-europeia.

 

Mas a primeira-ministra britânica cumprindo o resultado do referendo já assinou a carta que conduz ao Brexit, a qual será entregue esta quarta-feira ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa.

 

O Reino Unido sempre teve uma posição marcante relativamente ao seu papel no contexto europeu, o caso de não adesão à moeda única será, contudo, o mais óbvio.

 

Porém, tanto dentro como fora das fronteiras do próprio Reino Unido, o Brexit será tudo menos um processo simples. Dentro do Reino Unido, Escócia e Irlanda reacendem divisões que a História nunca sarou; fora de portas, o Reino Unido terá que estabelecer uma nova relação comercial com a EU com vista a saber que tipo de acesso o país consegue estabelecer com os 430 milhões de consumidores da UE.

 

A ativação oficial do artigo 50 abrirá espaço a dois anos de negociações para determinar as condições exatas de saída do país da EU. O Brexit poderá sofrer ao longo das negociações alguns ajustes, mas uma coisa é certa: agora não há retorno e no contexto europeu nada será como dantes. Afinal, como lembrava a Teresa de Sousa no Público, «não é um pequeno país periférico que abandona a União. É um país que marcou definitivamente a História europeia do século XX» num texto de leitura obrigatória.