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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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03
Mar17

O Milagre de Teodora Cardoso

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A Dra. Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças defende que a redução do défice para 2,1% em 2016 «foi um milagre» que só foi conseguido à custa de «medidas que não são sustentáveis».

 

Não é surpreendente, dado que, de vez em quanto, a Dra. Teodora tem uma epifania. Quem não se lembra há tempos da sua ideia peregrina de taxar levantamentos bancários como incentivo à poupança, ou seja, colocar os cidadãos a receber os salários e pensões numa conta poupança, sendo posteriormente taxados pela movimentação que fazem dessas verbas?

 

Talvez lembrar a Dra. Teodora que em economia não há milagres nem diabos. De facto, no tempo em que Passos Coelho governou, bem que estávamos necessitados de milagres para cumprir um OE que fosse, nos 4 anos, ou previsões, ou os défices, mas como de facto não há milagres não cumpriu um único.

 

E isto apesar de nos quatro anos terem arrecadado dezenas de milhares de milhões de euros, do «enorme aumento de impostos», dos cortes de salários aos trabalhadores e reformados, aumento do horário de trabalho, dos cortes na Saúde, na Educação, nos Apoios Sociais e mais 10.000 milhões em privatizações. Coisa que em 2016 não houve. Não houve privatizações, os salários dos trabalhadores e reformados estão a ser repostos, a redução do horário de trabalho e os feriados foram restituídos, não existiu cortes na Saúde e na Educação. O que existe, na verdade, é uma gestão mais rigorosa do Orçamento de Estado.

 

Por isso e parafraseando o Presidente da República, milagres só mesmo em Fátima e mesmo esses…só para quem é crente.