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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

30.07.16

O peso do silêncio

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Recolhimento e um pesado silêncio marcaram a visita do Papa Francisco aos campos de Auschwitz e Birkenau, na Polónia, local onde mais de um milhão de pessoas foram exterminadas durante a Segunda Guerra Mundial.

 

A primeira passagem do Sumo Pontífice por este país justifica-se pelas Jornadas Mundiais da Juventude que decorrem em Cracóvia. À semelhança de João Paulo II e Bento XVI, Francisco quis prestar homenagem às vítimas do Holocausto. Mas não com palavras, em oração. A visita ao campo nazi decorre no mesmo dia em que se assinalam os 75 anos da condenação à morte daquele sacerdote franciscano polaco, proclamado santo por João Paulo II em 1982.

 

O Santo Padre rezou no Bloco 11, onde os soldados nazis anunciavam os nomes dos condenados à morte. Foi recebido pela primeira-ministra polaca, Beata Szydlo, cuja história de vida pessoal está profundamente ligada a estes campos da morte, onde perdeu vários familiares. Encontrou também uma dezena de sobreviventes da Shoah e rezou junto ao muro onde decorriam os fuzilamentos.

 

O Papa não falou durante a visita, mas escreveu, em espanhol, no livro de honra do museu de Auschwitz: «Senhor tem piedade do teu povo. Senhor perdoa tanta crueldade».

 

No início da visita à Polónia, o Papa advertiu que o mundo estava a viver uma terceira guerra mundial fragmentada, lembrando as duas anteriores. Nas Jornadas Mundiais pediu aos jovens para abrirem o coração aos refugiados e aos imigrantes.