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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

10
Mar16

O Presidente dos afetos

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Esta fotografia de Marcelo Rebelo de Sousa na Praça do Município a assistir ontem ao concerto abraçado a um miúdo, visivelmente feliz, resume bem o epiteto de o «Presidente dos Afetos». Os afetos serão a pedra de toque do estilo que Marcelo quer levar para Belém, para além da proximidade, simplicidade e estabilidade.

A entrada em cena de alguém com sua dimensão humanista, com a sua mundividência, com as suas múltiplas qualidades (e com os seus defeitos), poderá ter um efeito mobilizador no povo português, depois de dez anos de penumbra, que não podem ser desperdiçado.

Mas uma coisa é certa: por muito boas intenções que o Presidente tenha e acredito que terá, os estados de alma não resolvem, por si só, os problemas sociais, económicos e políticos que Portugal atravessa e que são complexos, como bem sabemos.

Até agora fez tudo bem. As expectativas estão elevadas. Vive-se um ambiente eufórico à volta do atual Presidente. Marcelo goza de boa imprensa e o estado de graça mantêm-se, mas os tempos que aí vêm continuarão a ser difíceis e Marcelo vai ter de mostrar o que vale quando for chamado a resolver questões mais sensíveis. Veremos como sai delas!