Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

31.03.15

O PS sofreu uma pesada derrota nas eleições madeirenses

madeira.jpg

A «Coligação Mudança», encabeçada pelo PS e apoiada pelo PTP, pelo MPT e pelo PAN ficou muito aquém das expectativas, atingindo um mau resultado que motivou a demissão do líder do PS na região, Vitor Freitas.

O Partido Socialista reconheceu a derrota na Madeira, mas recusou fazer qualquer tipo de extrapolação para o país. Com efeito, as eleições regionais têm as suas especificidades e não são comparáveis a eleições nacionais. Todavia há efetivamente lições a extrair desta derrota.

O partido mais castigado acabou por ser o PS que, não só não conseguiu apresentar-se como alternativa naquela região autónoma, como ainda consegue ter um resultado pior em coligação do que alcançou sozinho, em 2011, contra Jardim. Victor Freitas entusiasmado pelos bons resultados nas autárquicas e nas europeias, resolveu apostar numa coligação em que pretendia juntar várias forças partidárias que, aparentemente, nada tinham em comum - uma espécie «saco de gatos». Convenhamos que coligar-se com o populista José Manuel Coelho ou com o partido dos Animais não foi certamente a melhor opção de um partido credível que se quer assumir como alternativa. Foi pior a emenda que o soneto: não só não conseguiu evitar a maioria absoluta do PSD, como foi incapaz de afirmar-se como segundo partido da região.

Esta foi uma grande derrota do PS Madeira, mas foi indiretamente a primeira derrota de António Costa, pois o líder do PS apoiou o candidato demissionário, envolveu-se na campanha e saiu derrotado.

Se Costa não souber ler e interpretar os resultados, bem como assumi-los, arrisca-se chegar ao outono e sofrer mais um revés eleitoral nas legislativas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D