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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

04
Out17

O senhor que se segue

 

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Depois de Pedro Passos Coelho ter garantido publicamente que não se recandidatar à liderança dos social-democratas, outro Pedro, Santana Lopes admitiu ontem à noite na SIC Notícias estar a «ponderar obviamente» uma candidatura à liderança do partido.

 

Santana Lopes não consegue deixar de ser ele próprio. Está sempre disponível, mesmo quando não está. Como ninguém o quer no PSD, fez logo questão de vir a terreiro dizer que está a pensar avançar. Só para mostrar que está vivo. Só porque está melindrado por ninguém pensar nele para a presidência do partido. Pedro Santana Lopes é e será o eterno candidato.

 

Rui Rio parece ser o líder que se segue dos sociais-democratas. O antigo presidente da Câmara Municipal do Porto tem estado a ouvir notáveis social-democratas. A decisão de avançar com uma candidatura à liderança deverá ser anunciada talvez na próxima semana. Rui Rio é o nome mais forte para a corrida à liderança laranja, mas poderão surgir outros. André Ventura também já se mostrou disponível e Paulo Rangel, como já se percebeu, também não rejeita essa possibilidade.

 

Mas o homem indicado é bem capaz de ser Rui Rio. É uma ambição antiga do político portuense que pode ser satisfeita nesta altura. Um leader social-democrata como Rio, do lado esquerdo do partido, é interessante sob o ponto vista político e poderá colocar novos desafios a António Costa. Ainda poderá eventualmente criar-se uma solução tipo bloco central.