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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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04
Mai17

O vídeo-árbitro acabará com as polémicas da arbitragem?

 

 

 

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O vídeo-árbitro estará presente na próxima época em todos os jogos do campeonato do principal escalão do futebol português, com recurso às imagens transmitidas pelo operador de TV responsável pela emissão de uma determinada partida. Em alguns casos pode ser decidida a instalação de câmaras adicionais.

 

A FPF vai investir perto de 2 mil euros por jogo, pouco mais de 600 mil por época no vídeo-árbitro. A este valor há ainda acrescentar os custos de instalação, na Cidade do Futebol, de um centro de monitorização onde irá funcionar o vídeo-árbitro. Contas feitas, os custos, a suportar na íntegra pela Federação, deverão rondar 1 milhão de euros.

 

Segundo as regras definidas pela International Football Association Board, o recurso às imagens de televisão pode ocorrer em quatro situações: nos casos de golo (se o vídeo-árbitro detetar alguma irregularidade deve comunicar ao árbitro principal que, ou acata de imediato a sugestão ou decide visionar as imagens junto à linha lateral para retificar ou manter a decisão inicial), em casos de penálti, expulsões e, por fim, nos erros de identificação de jogadores, por exemplo, para efeitos de sanções com cartões amarelos ou vermelhos.

 

A final da Taça de Portugal, já no próximo dia 28, entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, vai recorrer a esta nova tecnologia.

 

Se por um lado é um facto positivo em prol da «verdade desportiva», por outro será contraproducente devido às inúmeras paragens no jogo. Porque quebra o ritmo do jogo e encurta o desafio. Depois, também porque o vídeo-árbitro não irá acabar com as polémicas em torno da arbitragem. Pois se já agora ao verem e reverem à posteriori várias vezes o mesmo lance os adeptos dos vários clubes chegam, invariavelmente, a conclusões opostas, por que raio é que com o recurso a um vídeo-árbitro as polémicas acabariam?

 

É que a polémica é intrínseca ao futebol e faz parte do próprio jogo. É graças a ela que se vendem jornais desportivos, que há inúmeros programas sobre futebol em todas as estações de televisão com audiências significativas,  que se dá trabalho a vários comentadores “especialistas” que debitam umas coisas sobre o tema e que se enchem estádios de futebol. Por isso, não se iludam, continuarão a existir erros grosseiros e lances polémicos.

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