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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

18
Jan17

Onde é que eu já vi este fime?

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No ultimo fins-de-semana o Sporting empatou com o Chaves, depois de se encontrar em vantagem e a jogar com menos um jogador, num campo particularmente difícil (onde apenas o Benfica venceu), perdendo uma excelente oportunidade de encurtar distâncias no campeonato face aos principais rivais e de aproveitar o empate do Benfica frente ao Boavista.

 

Choveram críticas aos jogadores e à equipa técnica e o presidente do SCP, naturalmente desiludido com a equipa, no final do jogo, desceu ao balneário manifestando a sua insatisfação e a dos adeptos, tecendo algumas palavras duras, a fim de dar um murro na mesa e conseguir que a equipa finalmente «jogue à bola» e exiba os níveis que vinha demonstrando no ano passado.

 

O jogo de ontem frente ao mesmo Desportivo de Chaves para a Taça de Portugal afigurava-se de crucial importância, depois da saída da Taça dos Campões Europeus, Taça da Liga e estando o campeonato por um fio.

 

Mas, mais uma vez o Sporting mostrou que não tem «estofo de campeão». Num jogo a eliminar e com várias alterações no onze, o Sporting não entrou bem, vendo Fábio Martins desperdiçar duas oportunidades flagrantes, valeu Beto.

 

Duas contrariedades existiram, com as lesões de Jeferson e André. O desempenho dos leões melhorou no segundo tempo, com a entrada de Bruno César, sem que, no entanto, a equipa tenha conseguido descobrir o caminho da baliza. Aos 87’ foi surpreendida com um lance de bola parada que ditou o resultado final e atirou o Sporting para fora da Taça de Portugal. Um filme que infelizmente os sportinguistas conhecem de cor.

 

Foi mau demais. Uma traição aos adeptos, que sempre apoiaram incondicionalmente os jogadores e a equipa técnica. É inconcebível que uma equipa que tão bom futebol mostrou na época anterior tenha retrocedido (e nem as saídas de Slimani e João Mário justificam a prestação da equipa). Até alguns jogadores do Chaves são melhores que alguns do SCP.

 

Dito isto, é tempo de fazer algumas reflexões. Parece-me evidente que a atual temporada foi mal planeada. O plantel tem claras deficiências. As exibições, a politica de contratações, a dinâmica e o desequilibro da equipa, o desempenho e empenho dos jogadores, as constantes expulsões de Jesus e as constantes mudanças na equipa têm dado maus resultados e é natural que os adeptos estejam descontentes e que se fale em crise.

 

Com o mercado de inverno aberto, alguns jogadores deveriam sair já. O SCP precisa de vender, porque tem um plantel demasiado grande e caro para apenas uma competição que está praticamente perdida. E caso não fosse a indemnização obscena que Jorge Jesus exigiria também lhe podia ser apontada a porta de saída. Aliás, se Jorge Jesus tivesse um pingo de dignidade poria certamente o seu lugar à disposição.