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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

16
Set16

Os segredos de José António Saraiva

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DN de hoje faz manchete sobre o livro do arquiteto Saraiva “Eu e os Políticos” que vai ser lançado este mês, e em que JAS nos revela alguns segredos de «alcofa» de alguns políticos. O próprio autor avisa, segundo o DN, que o livro contém «revelações duras» e outras «que roçam a violação da privacidade», mas que as divulga por considerar que seria «egoísmo» da sua parte guardar tais segredos somente para si.

 

O livro é apresentado por Pedro Passos Coelho que acedeu prontamente ao convite, mesmo antes de ler o livro, dada a admiração que nutre pelo jornalista do SOL.

 

Ao longo do livro, JAS faz supostamente revelações surpreendentes, tais como: alegadamente «o “affair” que Pedro Santana Lopes teve, no Algarve, com uma hospedeira de 18 anos, cuja mãe não a deixava sair tarde de casa, pelo que a jovem tinha de saltar da janela (enquanto o “Romeu” Santana Lopes a aguardava à janela…). Uma história rocambolesca que viria a resultar numa belíssima história de amor? Nada disso: Pedro Santana Lopes, na mesma noite, já estava embeiçado por Cinha Jardim. Santana acabaria por revelar ao Autor do livro que não consegue deixar de viver apaixonado – e isso explica uma certa desorientação emocional…», ou ainda que um político que já está morto lhe contou que um político que ainda está vivo é homossexual. Assim mesmo.

 

Já conhecíamos a verdadeira obsessão patológica de JAS por homossexuais e a forma soez do arquiteto usar alguém que está morto - e que não pode, por isso, confirmar ou desmentir aquilo que lhe é atribuído, ficamos agora a conhecer outra patologia – o voyeurismo, ou seja o gosto mórbido de espreitar pelo buraco da fechadura, patente aliás na capa do livro.

 

Reitero aquilo que afirmei num anterior post: isto é simplesmente abjeto, revelador de um caráter mesquinho. Não tem qualquer interesse que não a procura de protagonismo de JAS, já que o jornal onde escreve as suas crónicas semanais andar há muito pelas ruas da amargura.

 

Para JAS vale tudo: a chicana e a prosa mesquinha, desprovida de quaisquer princípios ou valores morais e éticos. Por isso, do arquiteto já nada se espera. De Pedro Passos também pouco há a esperar. Saraiva e Passos estão bem um para o outro, já que este último vê igualmente a política pelo buraco da fechadura.

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