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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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09
Out16

Passos Coelho e as eleições autárquicas

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Muito embora as eleições autárquicas sejam só daqui a um ano, no terreno as coisas já mexem.

 

Assunção Cristas já anunciou a sua candidatura a Lisboa, mas o PSD ainda não encontrou o candidato certo para disputar o município da capital.

 

Nos últimos 20 anos, para lá da figura de Santana Lopes, as candidaturas do PSD em Lisboa têm sido verdadeiros flops: E o problema é que não se vislumbra hoje quem possa personificar uma candidatura ganhadora do PSD a Lisboa.

 

A verdade é que Santana Lopes - apesar de ainda haver no PSD quem gostasse de o ver novamente como presidente do Município de Lisboa - sente-se bem como provedor da Santa Casa e, convenhamos, já cansa um pouco que à falta de melhor se volte a o ouvir chamar pelo nome de Santana. E depois que hipóteses teria Santana Lopes de ganhar Lisboa? Muito poucas. Seria, talvez, uma espécie de Fernando Seara numa versão um pouco melhorada. Daqui resulta que o PSD com Santana corre o risco de repetir uma humilhação semelhante à de Fernando Seara em 2013.

 

Dada a importância da CML no contexto político nacional, o presidente da câmara de Lisboa é visto como uma figura destacada da política nacional. É que esta câmara tem sido um trampolim para altos cargos políticos (Jorge Sampaio, Santana Lopes, António Costa).

 

É por isso que as eleições autárquicas, embora se joguem a nível local, terão que ter, com o Presidente da República já o afirmou, leituras políticas. O que significa que a liderança de Passos Coelho estará, em grande medida, dependente do resultado do PSD nas autárquicas. E o balanço dessas eleições fica sempre marcado por se ganhar ou perder as câmaras de Lisboa e Porto (veja-se o caso de António Guterres em 2001). Com Rui Moreira e Fernando Medina com reeleição quase garantida, a vida de Passos não está fácil. Este será certamente um dos desafios mais difíceis dos últimos anos para os sociais-democratas.