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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

19.05.15

Polícia Bom e Polícia Mau

 

A agressão de uma agente da PSP a um adepto do Benfica em Guimarães continua na ordem do dia. As imagens chocantes da agressão do subcomissário da polícia na presença dos filhos a estão a gerar uma onda de indignação e revolta nas redes sociais e por todo o país.

As forças policiais representam a autoridade, mas como em tudo tem que haver conta, peso e medida. Nada justifica a carga violenta daquele agente da PSP, que derruba duas crianças, que bate no pai com um bastão de ferro e desfere dois murros a um idoso. O Ministério da Administração Interna já ordenou a abertura de um inquérito às agressões a esta família.

O vídeo é revelador da violência praticada pelo agente da PSP - polícia mau - que ao invés de proteger os cidadãos usa e abusa do seu poder de autoridade. É visível o desespero de uma das crianças, tal foi o pânico que aquele miúdo viveu e que certamente não esquecerá tão depressa e nem o facto de ir erguer taça de campeão no Estádio da Luz conseguirá apagar.

Os direitos dos cidadãos não podem ser negligenciados em circunstância alguma. Parece aqui ter existido atos de violência gratuita por parte das autoridades que configuram prepotência e abuso do poder. Estes acontecimentos manifestamente desproporcionados em Guimarães vêm colocar a tónica, de qual deve ser o limite adequado para a polícia intervir.

Mas como em tudo na vida não se pode confundir a árvore com a floresta. Enquanto o pai da criança estava a ser espancado, um dos agentes da PSP - polícia bom - teve a sensibilidade e o bom senso de proteger a criança, afastá-la daquele cenário trágico, impedindo-o de ver a cena do polícia enlouquecido que continuava a bater no pai. Um comportamento exemplar que apesar de tudo mostra-nos que nem tudo vai mal.