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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

19
Fev15

Portugal não é a Grécia....

 

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O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, falando numa conferência sobre a crise na União Europeia, na qual participava também a ministra das Finanças de Portugal, sem se referir diretamente à Grécia, disse que Portugal, em conjunto com a Irlanda, é «a melhor prova de que os programas funcionam», e «de forma mais eficaz do que muitos esperariam há quatro anos».

Bom, se os objetivos do programa de ajustamento eram: a destruição de milhares de postos de trabalho; o aumento do desemprego, com especial incidência no desemprego jovem, obrigando muitos jovens a emigrar; o desaparecimento de milhares de empresas; o brutal aumento de impostos; a depauperação da classe média; os cortes nos salários da função pública e o aumento de horário de trabalho; o desinvestimento nos setores da Saúde, da Educação e da Justiça; as privatizações em setores estratégicos; crescimento da pobreza e da exclusão social, então tem razão Schäuble - o programa funcionou na perfeição - .

Só que a intenção do ministro alemão ao elogiar Portugal foi rebaixar a Grécia a fim de que  o país helénico aprenda a lição, bem como mostrar quem é que manda na Europa. Contando naturalmente com a serviçal ajuda do governo português.

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