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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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07
Mai17

Rui Moreira descarta apoio PS

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Rui Moreira é mais um exemplo de autarca com tiques autoritários que se julga acima dos partidos. Não me pareceu descabido, como tenho visto escrito por ai, o facto de Ana Catarina Mendes dizer que «na noite eleitoral todas as vitórias dos candidatos do PS e das listas que o PS integra serão vitórias do PS».

 

O que me parece é que há muito que o autarca portuense teria vontade de rejeitar o apoio do PS. Precisava apenas de uma razão suficientemente aceitável para não ficar mal visto aos olhos do seu eleitorado. As declarações da secretária-geral adjunta do PS foram a gota de água ou talvez a oportunidade para descartar um apoio que era cada vez mais incómodo para Rui Moreira e seus acólitos.

 

Perante isto, não restava outra alternativa ao PS que não fosse apresentar um candidato próprio, o que aliás devia ter feito logo de início, e Manuel Pizarro afigurava-se como a escolha mais provável.

 

Se por um lado Pizarro é a escolha é acertada já que é uma pessoa «de uma enorme lealdade e competência» como foi afirmado pelo próprio presidente da Câmara do Porto, por outro, sendo um fervoroso apoiante de Rui Moreira, tem agora um problema acrescido, ou seja de como se distanciar da candidatura de Moreira, apontar as fragilidades do seu opositor e o que faria de diferente, caso ganhasse a Câmara do Porto, tarefa que se imagina complicada.

 

No meio desta narrativa há uma consequência lógica que é possível extrair para o futuro: por muito boas que sejam as relações pessoais e políticas, jamais se deve apoiar uma candidatura que não comungue dos mesmos princípios políticos.

 

A bem da clareza e da transparência devem existir listas próprias sujeitas a sufrágio eleitoral e posteriormente poder-se-ão eventualmente estabelecer acordos pós eleitorais.

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