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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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23
Mai17

Saída dos défices excessivos

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Mais uma boa notícia para Portugal e para os portugueses: soubemos também ontem que Portugal está prestes a sair dos «procedimentos por défices excessivos» (PDE), decisão há muito aguardada pelas autoridades portuguesas.

 

Com um défice excessivo desde 2009, Portugal conseguiu pela primeira vez em 2016 fixar o défice abaixo dos 3% como é exigido pelas regras europeias.

 

As próprias previsões económicas da Comissão Europeia antecipam que Portugal continuará com um défice abaixo dos três por cento em 2017 e 2018, estando assim reunidas as condições para a saída.

 

A saída de Portugal do PDE é um sinal de que as contas públicas poderão entrar numa trajetória de sustentabilidade,  significando um aumento da confiança dos investidores internacionais na evolução das finanças públicas do país, podendo ser mais fácil a realização de investimentos públicos e reformas estruturais.

 

No entanto, esta decisão não significa necessariamente um alívio para Portugal uma vez que, saindo do PDE, passa do braço corretivo para o braço preventivo do Pacto de Estabilidade e Crescimento, ficando do mesmo modo obrigado a apresentar ajustamentos estruturais todos os anos e a baixar a dívida pública a um ritmo mais acelerado, sendo-lhe exigido uma descida forte destes dois indicadores: o défice estrutural e a dívida pública.