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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

27
Jun17

Suicídio Político

 

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Pedro Passos Coelho de visita a Pedrógão, acompanhado por deputados do PSD, declarou que o Estado falhou no apoio psicológico às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, adiantando ter tido conhecimento de que um suicídio terá ocorrido por falta desse apoio, situação entretanto negada pela Administração Regional de Saúde do Centro.

 

Como se percebe depois de 64 mortes num incêndio que coloca em causa o Estado e os serviços do Estado, só se compreende tal afirmação se a mesma fosse à "prova de bala". Não sendo, é uma afirmação grave, que um político minimamente responsável, sério e com sentido de Estado, nunca poderia proferir em direto.

 

Entretanto o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrogão Grande, João Marques, já fez mea culpa ao assumir que, involuntariamente, induziu Passos Coelho em erro e o líder do PSD já veio igualmente a público dizer que não devia ter divulgado uma informação que carecia de confirmação oficial.

 

Pedro Passos Coelho, um político experiente na comunicação política, não podia ter sido tão leviano. Mesmo que fosse o Provedor local a induzi-lo em erro, o líder do PSD devia ser o primeiro a exigir-lhe contenção, mas o oportunismo político fê-lo avançar e isso pode-lhe agora sair caro.