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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

30
Nov16

Acidente de aviação na Colômbia

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Ninguém poderá ficar indiferente à tragédia ocorrida ontem na Colômbia. Um acidente de aviação que originou 71 vítimas mortais e apenas seis sobreviventes.

 

Da equipa de 22 jogadores de futebol da Chapecoense que seguiam viagem para Medellín, 19 morreram, tal como toda a equipa técnica comandada por Caio Júnior bem como os dirigentes do clube, que iam disputar a final da taça sul-americana com os colombianos do Atlético Nacional.

 

Duas das seis pessoas resgatadas com vida do acidente aéreo estão internadas em estado grave. Os seis sobreviventes são: um jornalista de uma rádio local, dois tripulantes e três jogadores da equipa de futebol da Chapecoense. O antigo jogador do Sporting, Marcelo Boeck, escapou à tragédia porque tinha pedido um dia folga.

 

Muitos clubes já se dispuseram a dispensar jogadores, a título gratuito, para ajudar a reconstruir a equipa de futebol do Chapoecoense. A receita do próximo jogo Barcelona-Real Madrid reverterá por inteiro para os cofres do malogrado clube.

 

Neste infausto momento, o meu sentimento é de solidariedade para com todas as famílias enlutadas, com o desejo que repousem em paz os que infelizmente feneceram e que se recomponham rapidamente os sobreviventes e a equipa de futebol.

 

28
Mar15

Sobre a tragédia dos Alpes franceses

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Ao que tudo indica, o acidente do Alpes franceses terá sido uma ação intencional do copiloto. De acordo com as investigações levadas a cabo, o alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, impediu a entrada do piloto no cockpit provocando deliberadamente a queda, decidindo dar um fim à própria vida e não hesitando levar consigo outras 149 pessoas.

O piloto terá saído por momentos, mas já não teve oportunidade de entrar no cockpit e retomar os comandos do avião. Lubitz ter-se-á trancado a bordo, dando início à descida que culminaria numa tragédia nos Alpes.

A queda do A320 da Germanwings nos Alpes franceses voltou a colocar a questão da segurança nas deslocações aéreas. Para lá deste acidente, os dados das várias organizações internacionais no sector da aviação mostram que o transporte aéreo continua a ser uma das opções mais seguras em termos técnicos.

Mas é óbvio que andar de avião é um risco como muitos outros que corremos. É uma escolha que fazemos como tantas outras, sem que nunca possamos prever os incidentes de cada viagem. Mas afinal a vida é feita de opções que tomamos todos os dias!

Sobre o acidente do avião nos Alpes a conclusão que retiro é o que aconteceu foi uma tragédia, sem dúvida, que nos tocou a todos. Ainda mais, porque é uma ironia o facto de isto acontecer com uma empresa alemã, que coloca em causa um rigor germânico que, nós portugueses, conhecemos como ninguém e que está bem patente na austeridade e na falta de esperança com que vivemos nos últimos quatro anos.

Mas viver com medo de tudo à nossa volta é o pior que nos pode acontecer. Quando saímos à rua podem-nos suceder mil e uma coisas. Sem que nada o preveja pode cair-nos um raio, um carro descomandado pode chocar contra nós ou ainda uma queda de uma árvore pode ser fatal…

A maior parte da nossa vida depende de outros, a nossa segurança, a nossa saúde, a nossa amizade, whatever! Por isso, acredito que quando perdemos confiança em tudo, inclusive nas pessoas, estamos à beira do abismo.

Uma loucura ou um erro, não nos pode retirar a capacidade de acreditarmos nos outros.

05
Set14

O que se passa com a TAP?

Desde o início do ano, a TAP, que opera com 67 aviões, registou 11 incidentes técnicos, o equivalente a 15% da sua frota. Se estes dados podem ser alarmantes, mais serão quando comparados com as estatísticas da British Airways, Lufthansa, Iberia ou EasyJest, companhias com maior frota mas que registam um número três vezes inferior de incidentes.

Os responsáveis da TAP vem desvalorizando estes números atribuindo-os a uma exagerada atenção mediática, uma vez que, segundo os próprios se trata de situações perfeitamente normais que acontecem todos os dias com companhias de aviação em todo o mundo.

A TAP sempre foi uma companhia de bandeira, surgindo no top 10 das mais seguras a nível internacional, continuando a ser aliás das poucas companhias aéreas que não regista acidentes há mais de 30 anos e que mantêm  grande rigor e qualidade na manutenção da sua frota.

O que se passou então? Terá a ver com uma frota reduzida e sobreutilizada ou antes a uma estratégia de desvalorização da companhia com vista à sua venda pelo melhor preço?

Acontece que, de há anos a esta parte, a TAP - a exemplo de outras companhias de bandeira - viu-se confrontada com crises de crescimento inerentes à própria industria de aviação. Tal facto obrigou-a a aumentar o número de rotas e a modernizar a sua frota, como forma de competir com  as companhias low-cost, cada vez mais utilizadas por diferentes segmentos da população. Porém, verificou-se um atraso na entrega de aviões, motivando uma sobrecarga da antiga frota, o que provocou anomalias e constrangimentos no tráfego habitual. Se a esta situação, acrescentarmos a crescente insatisfação do pessoal de bordo  e dos técnicos de manutenção que nos últimos anos têm trocado a transportadora nacional por outras companhias internacionais, bem mais atrativas em termos económicos, sem que a Administração tenha procedido à reposição daqueles ativos, bem como o processo de privatização que tem estado em cima da mesa há vários anos e que sempre gera alguma turbulência, poderá estar explicada parte da atual crise vivida na TAP.

Não se compreende, no entanto,  que uma empresa desta envergadura não tenha um plano B para acudir a situações deste tipo. Com esta atitude não só passa uma péssima imagem da empresa como afasta potenciais clientes.

28
Jul14

Take Another Plane

 (imagem do google)

 «Take another plane» parece assentar que nem uma luva quando se fala dos serviços prestados pela TAP. De facto, apanhar outro voo, é atualmente o mais indicado, porque na TAP há clientes que saem permanentemente insatisfeitos, fruto dos sucessivos atrasos e cancelamentos verificados nos últimos tempos.

No início do ano a TAP cresceu exponencialmente abriu onze novas rotas, abriu concursos para recrutamento de novos funcionários, adquiriu mais aviões, porém a operacionalidade da companhia tem sofrido perturbações, o que tem vindo a ser justificado com a demora na entrega de seis novos aviões, que deveriam ter chegado em Julho.

Os constrangimentos na operação da TAP não são novos. Pelo menos de há três anos a esta parte, assim que entra no pico de procura (nos meses de Verão), há atrasos, cancelamentos, incidentes técnicos e, claro, passageiros indignados. Este ano foi pior, como a própria companhia admitiu, embora argumentando sempre que planeou a operação com o «devido tempo».

No meio da perturbação que a TAP vive, surgiu na sexta-feira, a convocação de uma greve de 24 horas prevista para 9 de Agosto, numa altura em que a companhia já esperava ter a operação quase normalizada.

O anúncio de uma paralisação deste tipo é arrasador. As transportadoras aéreas começam logo a sentir os seus efeitos. Os passageiros tendem a cancelar os voos e recorrer a empresas concorrentes e a reprogramação da operação paga-se muito caro.

A concretizar-se, esta greve vai penalizar ainda mais as contas da empresa, estimando-se uma perda de cinco milhões de euros de receitas por cada dia que os aviões não descolem. Isto sem contar com os custos de alojamento e alimentação dos passageiros lesados. Tendo em conta o tráfego médio de um sábado, em pleno Agosto, estima-se que a greve possa afetar quase 40 mil passageiros, de acordo com dados cedidos pela transportadora. 

Entretanto surgiu na imprensa o interesse de Miguel Pais s do Amaral na transportadora aérea, em consórcio com o milionário norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista e presidente da Continental Airlines. O empresário garante que muito em breve estará em condições para apresentar uma proposta para comprar 100% da TAP. A ver vamos!

18
Jul14

Premonição de passageiro do avião abatido da Malaysia Airlines

 

Um avião comercial das linhas aéreas da Malásia, com cerca de 298 pessoas a bordo foi abatido na região ucraniana de Donetsk sem sobreviventes. Face a esta tragédia é impossível ficar indiferente e não pensar nas centenas de vidas desperdiçadas: 80 crianças, 100 investigadores de HIV a caminho de uma conferencia, famílias inteiras destroçadas.

Uma das vítimas que alegadamente viajava a bordo do avião da Malaysia Airlines, partilhou nas redes sociais uma foto da aeronave, um minuto antes de embarcar. «Se ele desaparecer, era assim que ele era», escreveu o passageiro holandês na legenda da imagem, longe de imaginar a tragédia que estaria prestes a acontecer.

Supostamente a legenda que Cor Pan (o nome que aparece no perfil de Facebook) escreveu reportava-se ao acidente do voo MH370 da mesma companhia áerea, que desapareceu a 8 de março sem deixar rasto. Tinha 239 pessoas a bordo.