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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

11
Jun17

Já nasceram os gémeos de CR7

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Cristiano Ronaldo já terá sido pai de gémeos, depois de ter recorrido novamente a uma barriga de aluguer, tal como já fizera com o seu primeiro filho Cristiano Ronaldo Júnior.

 

Mateo e Eva, os filhos gémeos de CR7, terão nascido no dia 8 de junho, segundo a informação avançada pela SIC e entretanto replicada por vários outros órgãos de comunicação social nacionais.

 

Até agora não surgiram quaisquer confirmações oficiais, mas elementos próximos da família Aveiro confirmam que a notícia é verdadeira e que Ronaldo está feliz.

 

A chegada dos gémeos junta-se às suspeitas das últimas semanas que apontam para que Georgina Rodriguez, a namorada do jogador, poderá estar grávida, o que a confirmar-se, a família dentro em breve aumentará, realizando assim o sonho do futebolista que nunca escondeu que gostaria de ter uma família grande com «muitos filhos».

 

Esperemos que sigam as pisadas do pai e tal como ele sejam «bons de bola». Bem precisamos de jogadores como Cristriano Ronaldo!

30
Out15

«Política do filho único» na China chega ao fim

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O Partido Comunista da China anunciou o fim da «política do filho único», em vigor no país há 35 anos, permitindo agora que cada casal tenha até dois filhos. Cerca de 90 milhões de casais chineses estarão em condições para ter um segundo filho a partir do próximo ano, à medida que a política de filho único for extinta.

O governo chinês sempre defendeu que a restrição ao número de filhos, sobretudo em áreas urbanas. A política do filho único entrou em vigor em 1980. O objetivo era travar o crescimento populacional chinês e, desse modo, facilitar o acesso da população do país a um sistema de saúde e educação.

Em 2012, pela primeira vez em décadas, a população em idade ativa caiu. O índice de fecundação no país, de 1,5 filhos por mulher, é muito inferior ao nível que garante a renovação geracional. Apesar do país ser ainda um país em desenvolvimento, enfrenta um problema próprio dos países desenvolvidos, o envelhecimento da sociedade, o qual tem elevados custos para o país no presente e principalmente no futuro. Chegou, por isso, a hora de inverter essa tendência.

A regra imposta por Pequim terá evitado mais de 400 milhões de nascimentos, cumprindo o objetivo de controlo populacional, mas teve danos colaterais, designadamente, milhões de abortos forçados, abandono de crianças, infanticídios, envelhecimento rápido da população e finalmente um desequilíbrio de género: há mais homens que mulheres. Isso não se deve à política de filho único mas ao facto de prevalecer um sistema machista obstruído às mulheres e facilitado para a população masculina.

30
Jun14

“Funeral Blues"

(imagem TVI)

Ontem o Jornal da Noite da TVI abriu com a trágica notícia da morte do filho de Judite de Sousa após um acidente numa piscina na madrugada de sábado.

José Alberto de Carvalho visivelmente comovido leu uma  carta dos pais de André Bessa a dar conta do infausto acontecimento. Eu sei que a morte de André Bessa não é menos chocante que das duas crianças que faleceram na sequência de um despiste de uma moto-quatro em Penela ou daquelas que foram vítimas de um incêndio da Damaia.  Todas são lamentáveis e é impossível ficar indiferente perante estas notícias. Acontece que Judite de Sousa é uma jornalista conhecida do grande  público que semanalmente nos entra pela casa dentro, e sempre foi conhecida a dedicação que ela tinha pelo seu único filho. Por isso esta morte foi tão chocante.

Na ordem natural das coisas, os filhos crescem, tornam-se adultos, constroem a sua vida e eventualmente uma  família e sobrevivem aos pais. Nesta história como aliás nas outras duas, aconteceu tudo um pouco contranatura.

O que restará a uma mãe ou a um pai depois de perder um filho?  Não consigo encontrar as palavras adequadas às circunstâncias porque não há palavras no mundo que sirvam este propósito. Por isso transcrevo o poema “Funeral Blues” escrito em 1936 por W.H.Aundem  e que a TVI ontem dedicou a André Bessa, como homenagem aos pais que perderam os filhos que «sempre quiseram e que sempre os quiseram».

 

BLUES FÚNEBRE

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam o cão de latir com um osso enorme,
Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores
Tragam o caixão, deixem as carpideiras carpir suas dores.

Deixem os aviões aos círculos a gemer no céu
Rabiscando no ar a mensagem Ele Morreu,
Ponham laços crepe nas pombas brancas da nação,
Deixem os sinaleiros usar luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,
Minha semana de trabalho, meu Domingo de festa
Meu meio-dia, meia-noite, minha conversa, minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: foi ilusão.

As estrelas já não são precisas: levem-nas uma a uma;
Desmantelem o sol e empacotem a lua;
Despejem o oceano e varram a floresta;
Porque agora já nada de bom me resta.