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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

20.02.18

Novienta e ocho

 

 

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Sim, marcámos o golo da vitória aos 90’+8! E então? Até ao apito do árbitro vale. Isto não foi inédito no campeonato português. Já tinha acontecido anteriormente com Benfica e FCPorto. É um pouco estanho que adeptos destes clubes agora venham criticar. É também um aviso às equipas que queimam tempo e fazem antijogo no tempo extra, arriscam-se a que estas situações aconteçam.

15.02.18

Pela boca morre o peixe!

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Pois é Miguel, isto calha a todos, por isso não devemos cantar de galo. Também o Sporting já sofreu essa humilhação com o Bayern de Munique, o Benfica com Basileia e agora o Porto com o Liverpool.

 

O FC Porto teve uma prestação fraca, sem discernimento ou contudência, ao contrário de quando joga com equipas portuguesas. E isso não é por acaso. Ontem a diferença de valores entre os dois conjuntos ficou bem patente. Embora o resultado seja difícil de engolir, teremos que aceitar e encarar a realidade sem dramas. Aqui imperam as leis do mercado: que tem mais dinheiro pode contratar melhores jogadores.

 

Muitas vezes interrogamo-nos os valores pagos por certos clubes ingleses para adquirirem certos jogadores, como são possíveis tais loucuras? Pois bem, existem muitas formas de arrecadar receitas na Premier League: publicidade (nas mais variadas formas), bilheteira, venda de produtos de merchandising mas, principalmente os direitos televisivos que chegam a ser astronómicos, o que permite, por exemplo, que uma equipa do meio da tabela possa contratar bons jogadores e  torna a Premier League como a melhor e mais competitiva liga, não só da Europa como de todo o mundo!

31.01.18

Sobre o MP

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Algo está a mudar no panorama judicial, quando: um ex-primeiro-ministro é investigado por suspeitas de corrupção; quando o mais poderoso banqueiro do regime e o Presidente do Benfica são arguidos; quando dois antigos secretários de Estado são acusados do crime de peculato por terem utilizado cartões de crédito atribuídos para fins públicos em benefício próprio; quando um ministro é investigado por ter pedido dois convites para um jogo de futebol ou quando dois juízes desembargadores estão a braços com a Justiça é caso para dizer que estamos perante um novo paradigma.

 

É óbvio que se pode questionar a legalidade e a oportunidade de todos estes casos, mas, sem dúvida que o MP em geral e Joana Marques Vidal em particular têm tido a coragem de enfrentar todos os poderes, sejam o político, o económico, o judicial e até o maior de todos, o do futebol.

 

Assim sendo, faz sentido que a nomeação do cargo de Procurador-Geral da República esteja a cargo do poder político, assentando na dupla confiança do Presidente da República e do Governo, sendo que o primeiro nomeia ou exonera, sob proposta do Governo?  O mesmo se aplica, por exemplo, ao Presidente do Tribunal de Contas. Ambas as suas nomeações deveriam ser independentes do poder político.

 

28.01.18

Está taça é nossa!

 

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O Sporting venceu a Taça Final Four disputada, ontem, em Braga, frente ao Vitória de Setúbal, decidida através da marcação de grandes penalidades.

 

A taça “Lucílio Batista” como ainda hoje é conhecida, tornou-se famosa porque o árbitro, como o mesmo nome, apitou em 2009 um jogo entre o Sporting e o Benfica, influenciando o resultado final.

 

Nesse ano  jogava-se a final e o Sporting estava em vantagem aos 73 minutos. Pedro Silva, jogador leonino, dominou a bola com o peito. Lucílio Batista recebe uma indicação do seu auxiliar informando que jogador leonino tinha tocado a bola com a mão e aponta para a marca de grande penalidade a favor do Benfica, condicionando assim o resultado e provocando o afastamento do Sporting da Taça. Dai que a Taça da Liga será sempre ser recordada não pelo seu vencedor, mas pela lamentável arbitragem do Sr. Lucílio Batista.

 

Felizmente hoje há o VAR, porque caso contrário aquela mão na bola do jogador setubalense não tinha sido assinalada. Mas, verdade seja dita, não fizemos um bom jogo, face a um adversário teoricamente inferior em que podíamos e devíamos ter controlado do primeiro ao último minuto.

 

Acontece que a primeira parte foi inadmissível. O Sporting foi completamente dominado pelo Vitória de Setúbal. Parabéns a José Couceiro pela estratégia que traçou para este jogo, anulando completamente as investidas de Bruno Fernandes. Gelson fez-nos muita falta, já que Ruiz e Ruben Ribeiro foram pouco eficazes para dar profundidade ao jogo do Sporting

 

Mas, felizmente, a equipa regressou para a segunda parte com outra atitude. Houve vontade de ganhar, houve VAR, houve 100% de eficácia nos penáltis (temi quando William avançou para marcar o último) e uma estrelinha que é sempre necessária nessas alturas para erguer aquele que se espera que seja o primeiro de vários troféus, nesta época.

 

Bem sei que ganhar a Taça CTT era um objetivo menor, mas ganhá-la foi importantíssimo para o Sporting, mais não seja para trazer motivação à equipa e para gáudio dos adeptos que estão sempre com a equipa, nas horas boas e menos boas e que há muito que vêm fugir vários troféus de Alvalade.

20.01.18

Sporting empata com o Vitória de Setúbal

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À 19ª jornada o Sporting empata e fica a um ponto do FC Porto, que na prática são quatro pontos, já que o FCP tem menos um jogo.

 

Foi um balde de água fria. Ninguém supunha e para mais estando na liderança do campeonato, que íamos deixar dois pontos no Bonfim, mas na segunda parte, pelo desenrolar da partida, percebia-se que a coisa não estava fácil, o Vitória fez um remate ameaçador à baliza que só não foi golo porque Coates chutou para canto.

 

Couceiro ao entender que o SCP não conseguia matar o jogo, arriscou, tirou unidades mais defensivas e fez entrar um ponta-de-lança, Edinho, que acabou por cavar e marcar a grande penalidade.

 

A desilusão estava estampada no rosto dos jogadores e Fábio Coentrão manifestou-se no banco. Mas a responsabilidade é sobretudo do treinador que devia ter mexido mais cedo e ter gerido melhor o jogo. É nisto que temos falhado por vezes. Jesus é um treinador reativo: lança Doumbia a 30 segundos do final para ganhar talvez uma bola de cabeça, Podence que terminou tão bem o ano joga o tempo de compensação, Bryan Ruiz passa de titular a desconvocado. Não se compreende!

 

Para mais Jorge Jesus tem esta época um leque de jogadores à sua disposição que qualquer um gostaria de ter e utiliza sempre os mesmos onze. Há jogadores que estão exaustos: Gelson Martins, Bruno Fernandes, Acunã, Piccini são alguns desses.

 

Outros jogadores não entram nas contas de Jesus. Doumbia, Podence que agora vai ter um papel muito mais secundário, com a chegada de Rubem Ribeiro, Iúri Medeiros também nunca agradou a Jesus e Gelson Dala, um jogador bastante interessante, que andou meia época sentado no banco, para agora ser emprestado.

 

Espero que Jesus saia no final da época independentemente do que vier a acontecer. O Sporting precisa de um treinador mais jovem, mais esclarecido, com outras ideias e com outras capacidades para gerir a equipa e já agora melhores dotes oratórios. Já se percebeu que Jesus pode ser bom para um Feirense ou um Moreirense, não para gerir um clube grande.

04.01.18

Derby lisboeta

  

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Benfica e Sporting defrontaram-se ontem no Estádio da Luz num jogo emocionante, próprio de um derby.

 

Jorge Jesus chegou ao Estádio do Benfica, de peito feito, com a confiança de quem sabia que a sua equipa era mais do que capaz de bater o Benfica e tal confiança saiu reforçada aos 19 minutos quando Gelson Martins se adiantou no marcador, na sequência de um cruzamento de Fábio Coentrão, resultado que se manteve até ao intervalo.

 

No segundo tempo o Benfica foi obrigado a correr atrás do prejuízo e Rui Vitória arriscou tudo. Primeiro trocou Pizzi por Jiménez, depois abdicou de unidades mais defensivas como Rúben Dias e Fejsa para lançar Rafa e João Carvalho e o caudal ofensivo foi avassalador.

 

O empate surgiu já bem perto do final, através de um erro infantil de Battaglia. É o lance que acaba por definir o resultado final. Incompreensível como é que um profissional experiente desvia uma bola com o braço.

 

Quanto a Jesus, foi mais do mesmo, um desastre nas substituições: deu claramente um sinal que queria defender o resultado ao tirar Gelson Martins e fazer entrar Bryan Ruiz. Sinceramente, manter o Podence e o Doumbia no banco e colocar o Ruiz no jogo, ainda por cima frente ao Benfica, não lembra ao diabo!

 

Contas feitas, o Sporting perde a liderança do campeonato para o FC Porto. Os dragões venceram o seu jogo, em Santa Maria da Feira e somam 42 pontos. Já o Sporting tem agora 40 e o Benfica 37.

14.11.17

Até sempre, Buffon!

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Será a primeira vez, que me lembre, que não verei a Itália num Mundial de Futebol. É algo de estranho, um Mundial sem a presença da Squadra Azurra, tetracampeã mundial. Mas ainda mais estranho é, saber que ontem foi o último jogo internacional de Gianluigi Buffon. Após o jogo frente à Suécia, que ditou a ausência da Itália no Mundial 2018, o guarda-redes de 39 anos anunciou o adeus à seleção italiana, após 175 internacionalizações.

 

No final do encontro, Bufon foi o primeiro a ir cumprimentar e dar os parabéns aos suecos, depois foi consolar os seus colegas, um a um. Já o tínhamos visto fazer o mesmo quando jogou pela Juventus contra o Sporting. Um senhor, este guarda-redes que conforta os perdedores e elogia adversários, sem qualquer problema.

 

O quase quarentão que já ganhou quase tudo, sobre a sua despedida e sobre a eliminação de Itália, disse: «Não tenho pena por mim mesmo, mas sim por todo o futebol italiano. Falhámos em algo que poderia ter um significado também a nível social. Lamento por tudo terminar assim, não pela passagem do tempo. Aqueles que jogaram sabem o quão duros são estes jogos. Não fomos capazes de nos exibirmos ao nosso melhor nível. Faltou-nos capacidade para marcar. Os playoffs são decididos em detalhes e, hoje, os detalhes estiveram contra nós», e concluíu: «sabemos o que temos de fazer para nos levantarmos, como sempre fizemos. A culpa é para ser distribuída por todos. Não pode haver bodes expiatórios. Ganhamos juntos; perdemos juntos. Estou a deixar uma Itália que saberá falar por si mesma. Abraços a todos, especialmente para aqueles que partilharam esta maravilhosa jornada comigo».

 

Ontem, ao vê-lo chorar senti que, de facto, o futebol é cruel, até para as lendas. O homem que carregou a Itália às costas no Mundial de 2006, acabou ontem derrotado e disse adeus à sua carreira na Seleção Italiana.

 

Ciao, Italia! Até sempre, Buffon!

24.09.17

Eleições Autárquicas e futebol

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No próximo dia 1 de Outubro, data de eleições autárquicas, estão marcados quatro jogos da I Liga de futebol, inclusive um clássico entre Sporting e F. C Porto, que será disputado apenas após o fecho das urnas.

 

Marcado, inicialmente para as 18 horas, o primeiro clássico da temporada foi adiado e terá início às 19h15. A Liga anunciou que os restantes jogos do dia 1 de Outubro serão igualmente disputados após o fecho das urnas.

 

Ora, em Portugal, após 1974, e bem, era usual que em dia de eleições não houvesse jogos de futebol. Foi assim até 2015, ano em que o dia das Eleições Legislativas coincidiu com dia de futebol. E este ano vai repetir-se o cenário.

 

A Comissão Nacional de Eleições  emitiu um comunicado onde desaconselhou a realização de eventos desta natureza no mesmo dia por serem geradores de abstenção.

 

Em carta dirigida ao presidente da CNE, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional explicou que a realização de quatro jogos no domingo, 01 de outubro, está relacionada com a participação das equipas portuguesas nas competições europeias e os compromissos com as seleções nacionais.

 

Foram publicados artigos de opinião e editoriais a considerar, entre outras coisas, que «o futebol entra a pés juntos sobre a democracia». Mas houve também quem afirmasse precisamente o contrário com a justificação de que futebol e eleições não são de todo incompatíveis, porque quem tivesse intenção de votar o faria, independentemente dos jogos de futebol agendados para aquele dia. Foi o caso do PSD e CDS. Percebe-se! Quanto maior for a abstenção menor será o descalabro da direita.

 

Tudo isto nos conduz à questão: teremos em Portugal uma democracia suficientemente madura, à semelhança de outros países, que permita  que a existência de um jogo de futebol em dia das eleições não conduza a uma abstenção ainda maior?

 

Tenho dúvidas. Primeiro,  porque um clássico é um clássico, em que foco, nesse dia, está virado quase única e exclusivamente para o jogo. Basta ver as televisões! Os adeptos do Porto terão que vir a Lisboa assistir ao jogo. Será que antes têm paciência para exercer o seu direito de voto? Depois porque as eleições autárquicas são eleições muito desvalorizadas, onde, por norma, existem valores altos de abstenção e finalmente porque a campanha eleitoral foi paupérrima. Das piores que têm existido, que me lembre.

 

Por isso o Governo, a fim de evitar que situações destas possam ocorrer, está a preparar alterações ao Regime Jurídico das Federações Desportivas, para que não haja coincidência de espetáculos desportivos em dias de eleições.

 

O Secretário de Estado do Desporto considerou essencial que todos estejam mobilizados para que haja a maior participação dos cidadãos nos momentos eleitorais, admitindo a importância de reduzir os fatores perturbadores que possam de algum modo prejudicar a mobilização dos cidadãos.

 

«Queremos estar todos mobilizados para que haja maior participação dos cidadãos nos momentos eleitorais e nesse seguimento reduzir ao mínimo fatores perturbadores, de distração dessa mesma mobilização dos cidadãos», afirmou, lembrando que estas alterações apenas terão efeito nos próximos atos eleitorais.

24.08.17

Estamos na Liga dos Campeões!!

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É verdade. Estamos na Liga dos milhões, após uma vitória categórica na Roménia, contra o Steaua de Bucareste, que não deixou dúvidas que o Sporting foi a melhor equipa na eliminatória.

 

Nota-se que a equipa está em crescendo. Gostei de várias exibições individuais, sobretudo Adrien, Gelson, Fábio Coentrão, Doumbia, Battaglia e Bas Dost, mas principalmente de Bruno Fernandes, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para o segundo e o terceiro golo. Teve ainda intervenção no início da excelente jogada coletiva que resultou no quinto golo, mas não gostei de alguma tremedeira da defesa, principalmente de Coates que mostrou alguma desconcentração no jogo, pouco habitual nele.

 

O primeiro objetivo da época foi atingido. Vamos agora aguardar serenamente pelo sorteio de hoje para ficarmos a conhecer os adversários que nos vão calhar em sorte, sabendo de antemão que a Liga dos Campeões é uma competição difícil, cuja vitória só está ao alcance de um grupo muito restrito de equipas. Por isso há que pensar jogo a jogo para conseguir chegar o mais longe possível.

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