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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

23.09.16

Os avanços e recuos do PSD

 

PassosCoelho-eleicoesPSD.jpg

 

Foi uma semana de desnorte no PSD, senão vejamos:

 

Passos Coelho ia apresentar o livro do Saraiva – que ia sim senhor que não volta com a palavra atrás - mas afinal não vai. Em comunicado enviado à agência Lusa, a editora Gradiva afirma que o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho «pediu ao autor, por motivos pessoais, para o desobrigar de estar presente na sessão de lançamento do livro», que estava agendada para dia 26, às 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa;

 

Os cortes das subvenções dos partidos que queriam ver repostos, mas afinal já não querem: Primeiro, o secretário-geral do PSD mostra-se a favor do fim dos cortes aos partidos. Agora, avança com uma proposta de alteração à lei do financiamento dos partidos precisamente para tornar os cortes na subvenção dos partidos e no financiamento das campanhas eleitorais cortes permanentes.

 

Afinal, Isaltino Morais foi mesmo abordado pelo PSD para se candidatar a Oeiras. O Expresso já tinha dado a notícia, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, desmentiu, mas Isaltino confirmou o convite. E diz que recusou.

 

O imposto sobre a tributação do património, defendido por Mariana Mortágia e criticado pelos partidos de direita, já havia sido proposto por Pedro Passos Coelho há dois anos. Parece mentira mas é verdade.

 

Mas, nada que nos surpreenda, uma vez que já sabíamos, pelo passado recente, que a coerência não era um forte deste PSD de Passos Coelho!

 

25.04.13

«Isaltino pode continuar a gerir Oeiras da prisão»

Esta notícia deixa-me incrédula. Mas na verdade parece mesmo que Isaltino Morais, preso na passada 4ª feira, a fim de cumprir dois anos de prisão efetiva por fraude fiscal e branqueamento de capitais, poderá continuar a ser presidente da Câmara de Oeiras. Isto porque o edil não foi condenado a perda de mandato e a lei não é clara sobre o que acontece em caso de prisão. Só as faltas injustificadas às reuniões de camara poderão pôr em causa a sua continuidade na liderança da autarquia. Segundo a lei da tutela administrativa, os autarcas perdem o mandato quando não comparecem, sem justificação, a três sessões abertas ao público ou seis reuniões seguidas, ou ainda 12 reuniões interpoladas. No entanto, com as eleições autárquicas agendadas para outubro e podendo as faltas às reuniões estenderem-se até 180 dias, intercaladas com as férias no mês de agosto, não haverá tempo de proferir uma sentença.

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