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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

05.10.16

Guterres vai ser o novo Secretário-Geral da ONU

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Um enorme orgulho para Portugal e para todos os portugueses a nomeação de António Guterres para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.

 

António Guterres é, do ponto de vista intelectual e humano, um Ser superior. Parabéns às Nações Unidas pela preferência e sobretudo por não se deixarem enredar nas golpadas de bastidores da Bulgária.

 

Esta escolha, a poucas horas de ser confirmada, é um motivo de orgulho para os portugueses. È também é uma vitória pessoal do candidato - a excelência da sua prestação e a lisura no processo de candidatura – e uma vitória da diplomacia portuguesa, exemplarmente alinhada e eficaz, com bem sublinhou o primeiro-ministro António Costa.

 

Um acontecimento, por isso, memorável para o Homem, para uma Nação e para o Mundo.

 

02.10.16

Um candidatura pouco Kristalina

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Quando pela primeira vez na história parecia que o processo de sucessão do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tinha mudado, tornando-se mais transparente, eis que entra na corrida ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas a búlgara Kristalina Georgieva substituída por Irina Bokova.

 

O nome de Irina Bokova tinha sido proposto pelos socialistas búlgaros, mas o país parece agora ter feito uma viragem à direita pois a nova candidata, Kristalina Georgieva, é de centro-direita, assim como o governo da Bulgária. Foi comissária para os Assuntos Humanitários com Durão Barroso e ascendeu a vice-presidente da Comissão com Juncker, em 2014. 

 

Mas acontece que a Georgieva faltou a todas as votações informais, entrou na corrida já com o comboio em andamento, o que significa que eximiu-se a todos os debates com António Guterres. Porém, pelo apoio que recebe da Alemanha, concretamente de Angela Merkel, aí está ela como candidata. 

 

Sabe-se agora que esta candidatura estava a ser preparada há muito tempo e que contou com o impulso de um português, Mário David de seu nome, que está ligado aos países do leste europeu, há anos, como assessor de Durão Barroso na Comissão Europeia e como eurodeputado do PSD - integrado no Partido Popular Europeu.

 

A comissária búlgara afigura-se, sem dúvida, como o maior obstáculo para António Guterres. Além dos apoios importantes que vai somando, Kristalina é uma figura próxima do perfil inicial que foi traçado para a ONU: ser a primeira mulher a ser secretária geral das Nações Unidas e provir de um país de leste.

 

A próxima votação, em que pela primeira vez serão destacados os vetos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, está agendada para 5 de outubro.

27.09.16

Guterres soma e segue

 

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António Guterres venceu a quinta votação para secretário-geral da ONU, tendo conseguido 12 votos a favor, dois contra e um sem opinião, entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, precisamente o mesmo resultado da última votação.

 

Em segundo lugar, ficou Vuk Jeremić, atual presidente da Assembleia Geral da ONU e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, e em terceiro ficou Miroslav Lajčák, que é atualmente ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia.

 

A próxima votação está agendada para a primeira semana de outubro e vai destacar pela primeira vez os votos dos membros permanentes do conselho, que têm poder de veto sobre os candidatos.

 

Todos os candidatos têm receio do veto de um dos membros permanentes do Conselho de Segurança, porque os cinco países que o constituem (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) têm todos interesses próprios e vão usar o seu poder de veto para os defender, mediante as suas conveniências.

 

Até agora, as votações têm sido informais. Cada candidato pode receber três tipos de votos: encoraja, desencoraja, e sem opinião. A partir da próxima votação, os membros permanentes do Conselho de Segurança usarão boletins de voto com um código de cor. Se um candidato tiver um boletim com o código «desencoraja» entre os seus votos, ficará excluído da corrida.

 

Assim que um candidato reunir nove votos entre os 15 países membros e aprovação de todos os membros, o conselho recomendará o seu nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

 

Sendo certo que nada está garantido, dado o processo de seleção utilizado, esperemos que António Guterres supere mais esta prova e possa ser o sucessor de Ban Ki-moon.

21.09.16

Chapeau!

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Muitas vezes, aqui, critiquei Marcelo Rebelo de Sousa, mas hoje gostaria de lhe deixar um elogio pela forma como tem manifestado apoio à candidatura de António Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Marcelo Rebelo de Sousa, desde a primeira hora, tem apoiado o seu amigo e ex-primeiro-ministro socialista, que considera o «mais completo e preparado» para o cargo da ONU. Ainda ontem, discursou na Assembleia-geral das Nações Unidas. Entre paz e refugiados, o Presidente da República aproveitou o discurso para dar um novo impulso à candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU. Marcelo defendeu que o novo secretário-geral deve ser «um congregador de espíritos e de vontades», na linha de Gandhi e Mandela.

 

Marcelo abordou este tema no final da sua intervenção na 71.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, sem nunca referir o nome do candidato apoiado oficialmente por Portugal.

 

Aliás, as qualidades de Guterres têm sido justamente enaltecidas no país e no estrangeiro, depois do antigo primeiro-ministro português ter desempenhado um papel relevante como Alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Ninguém terá dúvidas que certamente daria um excelente secretário-geral da ONU.

21.07.16

Um homem com qualidades

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António Guterres liderou a votação para secretário-geral da ONU, numa primeira votação secreta ocorrida hoje entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para escolher o sucessor de Ban Ki-Moon, seguido de perto pelo esloveno Danilo Türk.

 

Neste momento, existem 12 candidatos ao cargo, metade dos quais mulheres. Além de Guterres, que liderou a agência da ONU para os refugiados, inclui-se a ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Susana Malcorra, a antiga chefe do governo neozelandês e dirigente do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Helen Clark, e a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros búlgara e diretora da UNESCO, Irina Bokova.

 

O candidato português defendeu que o próximo secretário-geral da ONU deve ser «sólido», um «símbolo de unidade» e que «precisa saber combater, e derrotar, o populismo político, o racismo e a xenofobia».

 

Este é, sem dúvida, um resultado encorajador para o antigo primeiro-ministro  e a confirmação de que António Guterres é o homem certo para o cargo de secretário-geral.

 

Espero sinceramente que Guterres suceda a Ban Ki-moon que termina o segundo mandato no final do ano. É um homem íntegro, com qualidades culturais e humanas excecionais que muito prestigiariam e dignificariam Portugal.

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