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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

06
Jun17

Património português sem rei nem roque

 

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Depois do programa “Sexta às 9”, da RTP1, ter exibido uma reportagem sobre os danos causados no Convento de Cristo, um monumento que está catalogado pela UNESCO como Património da Humanidade, na sequência da rodagem do filme «O Homem que matou D. Quixote» do realizador Terry Gilliam e de o Museu dos Coches se prestar como cenário para uma exposição de automóveis que estão à venda nos stands das respetivas marcas, o DN dá conta, hoje, que o Ministério Público está a investigar as festas privadas que se realizaram no Mosteiro dos Jerónimos. A notícia é avançada pelo Diário de Notícias. Em causa estarão os montantes pagos à World Monuments Fund, da qual é vice-presidente a diretora do mosteiro, Isabel Cruz Almeida.

 

Tudo isto parece surreal. Afinal trata-se de Património Mundial reconhecido pela UNESCO, que a Direção Geral do Património parece não saber preservar.

 

É urgente que o Ministro da Cultura dê explicações sobre todos estes casos

28
Set16

Marques Mendes e o imposto sobre o património

 

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Há muito que deixei de ver os comentários de Marques Mendes na SIC, mas li algures que Mendes considerou que o imposto sobre o património imobiliário, que alegadamente irá constar da proposta de Orçamento do Estado para 2017, «está para António Costa como a TSU para Passos Coelho».

 

Vamos ser sérios. Marques Mendes pode não concordar com a justeza da medida e está no seu direito, agora não pode é comparar o que é na verdade é incomparável.

 

Porque equiparar as duas medidas é confundir «a estrada da Beira e a beira da estrada»: o novo imposto sobre o património imobiliário, caso venha a ser contemplado no próximo Orçamento do Estado, abrangerá, de acordo com dados da Autoridade Tributária, 8618 famílias, apenas aquelas que em Portugal são detentoras de imóveis registados nas Finanças com valor superior a um milhão de euros, ao passo que a TSU (contribuição obrigatória paga mensalmente à Segurança Social, no governo de Passos Coelho, pelos trabalhadores e pelas entidades empregadoras e que se aplicava diretamente aos salários com o objetivo de suportar o sistema de Segurança Social – nomeadamente para o pagamento de reformas) atingiu, se bem se lembram, cerca de quatro milhões de trabalhadores e levou para as ruas um movimento de cidadãos que juntou um milhão de pessoas em mais de 30 cidades, tornando-se na maior ação popular que se viveu em Portugal desde o 1º de Maio de 1974.

 

Só por muita má-fé se pode confundir a tributação do património com a Taxa Social Única.