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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

12.07.17

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Hoje,quando discursava no Parlamento, aquando do debate da Nação, Passos Coelho usou várias passagens de uma publicação que o seu ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro havia postado, ontem, no Facebook, sem nunca citar o seu autor.

 

Bem sei que Passos estava autorizado por Poiares Maduro a fazê-lo, porém, dado que o conteúdo do post foi publicado no facebook na véspera, ficava bem ao líder do PSD revelar a fonte. Seria certamente mais elegante.

24.04.13

Poiares Maduro causa incómodo no PSD

Poiares Maduro está a causar incómodo no seio PSD, informa hoje o DN. Na base  do mal-estar na Comissão Política Nacional do partido estará o facto de o ministro adjunto ter contactado, através do seu chefe de gabinete, vários líderes das comissões políticas distritais para encontros, sem consultar previamente o vice-presidente, Jorge Moreira da Silva.

 

20.04.13

CONSENSO

Nos últimos tempos o Governo mudou de agulha. Seja por imposição da Troika, seja por influência do ministro Poiares Maduro que na ultima conferência de imprensa referiu por 12 vezes a palavra “consenso”, o facto é que parece existir uma maior predisposição do governo para dialogar com o Partido Socialista. Para o PS isso não passa de insistir numa política que os socialistas rejeitam. A novidade agora é querem fazê-lo com o consenso do maior partido da oposiçao, apenas para "encenar" uma negociação, tentando associar o PS a uma imagem de radicalismo. Contudo, o ministro responsável pela coordenação política, Poiares Maduro, insiste em falar com os socialistas sobre as medidas que garantam a consolidação orçamental deste ano, bem como sobre a “agenda económica” e sobre outras matérias europeias, como o futuro modelo de governação económica, forçando os socialistas a rejeitarem publicamente alguns avanços do governo, obtendo este alguns ganhos junto da opinião pública. Esta atitude coloca naturalmente um problema a António José Seguro. Se o Governo estiver disponível para aceitar algumas das medidas propostas pelo PS, ao invés de o ignorar e o deixar à margem das decisões políticas, se, sobretudo, houver uma verdadeira intenção de mudar de políticas, adotando as que têm a aprovação do PS, ficará seguramente mais difícil a António José Seguro capitalizar o desagrado dos portugueses relativamente ao governo, como vinha fazendo com algum êxito até então e, deste modo, assumir-se como verdadeira alternativa.

19.04.13

Temos que fazer ouvir a nossa voz na Europa

Ontem, na TVI24, referindo-se à atual situação económica do País, Manuela Ferreira Leite defendeu que a «solução tem que ser forçosamente política». «Os países têm de ser capazes de fazer ouvir a sua voz nos Conselhos Europeus», por forma a obstaculizar a construção de «um projeto que pode conduzir a duas Europas: dos pobres e dos ricos». A antiga ministra considerou ainda que o “objetivo do défice” não era o mais importante nesta altura. «O pior de não estarmos a crescer é estarmos a empobrecer». Nesta conjuntura é importante perceber como vamos pagar as nossas dívidas? A resposta, segundo Ferreira Leite, poderá ser Miguel Poiares Maduro, já que o novo ministro-adjunto «pode ser uma lufada de ar fresco», uma vez que «tem uma visão diferente sobre a posição de Portugal na Europa».  A ex-ministra das Finanças considerou, ainda, que o facto de não ter sido anunciado qualquer valor nos cortes das despesas e não terem sido indicadas medidas concretas, indicia que «não vão tratar-se de cortes cegos de 10% em cada pasta», ficando antes a ideia de que estas medidas vão «ao osso dos diferentes programas» e vão «pôr em causa algumas coisas». Ferreira Leite disse ainda ter ficado "perplexa" com o que foi anunciado para as PPP rodoviárias, sublinhando que não é «nada compatível com a ideia de que todos nós temos de fazer sacrifícios».

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